NOTICIÁRIO Sexta-feira, 26 de Março de 2021, 14:37 - A | A

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QUARENTENA OBRIGATÓRIA

MP diz que decreto estadual tem carater impositivo e vai cobrar medidas

Da Redação com Assessoria

Divulgação

josé antonio borges

Diante do novo decreto editado nesta quinta-feira (25) pelo governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), determinando medidas a serem adotadas pelos municípios de acordo com a classificação de risco de contágio pelo Novo Coronavírus, o Ministério Público Estadual reforça o seu compromisso de fiscalizar e, se necessário, cobrar a aplicação das ações indicadas pelo governo.

O Ministério Público destaca, ainda, que o referido decreto traz a expressão “os Municípios devem”, o que deixa evidente o caráter impositivo da norma. Esclarece, no entanto, que nada obsta que cada Município possa adotar critérios adicionais, desde que mais protetivos. Nas cidades de classificação de risco muito alta, há determinação de quarentena obrigatória coletiva por no mínimo dez dias.

“No meio de tantas dúvidas, temos uma certeza: quanto maior for a colaboração da população, mais rápido superaremos este momento. Não adianta a imposição de sacrifício a vários setores se a população não se conscientizar e cada um fazer sua parte”, cobrou o procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira.

Segundo o procurador-geral, desde o início da pandemia o Ministério Público tem acompanhado com preocupação a questão epidemiológica em Mato Grosso e o recente agravamento da situação. “Especulou-se muito sobre uma medida por parte da instituição, entretanto, antes de nos posicionarmos, optamos por ouvir profissionais de saúde, setores organizados da indústria, comércio e prestação de serviço. Compreendemos e lamentamos a dificuldade da situação, há desespero de muitos na interrupção de suas atividades e na possibilidade real de diminuição de empregos. De outro lado, temos o exaurimento dos profissionais de saúde diante da lotação do sistema hospitalar de atendimento e do baixo estoque de alguns medicamentos e oxigênio”.

José Antônio Borges Pereira enfatizou que o Ministério Público não faz opção entre vida e economia, mas deseja preservar as vidas a fim de que se possibilite uma retomada saudável da atividade econômica. “Sabemos das dificuldades do empresário, do comerciante, do prestador de serviços, da pessoa que procura emprego, mas precisamos neste momento de união e maior isolamento social a fim de que haja uma diminuição da curva de contaminação para continuarmos produzindo e gerando empregos e renda, tão necessários neste momento”.

Esclareceu , também, que não cabe ao Ministério Público definir as medidas necessárias para conter o avanço da pandemia. “Somos totalmente conscientes de nosso papel, que é cobrar do gestor a adoção dessas medidas, baseadas em critérios técnicos. Também devemos analisar a razoabilidade ou não delas”, afirmou.

Até o momento, apenas Várzea Grande, dos 50 municípios que estão com risco muito alto para contágio do coronavírus, sinalizou que vai cumprir o decreto e pode adotar até medidas mais rígidas para conter o avanço da doença. 

Conforme o decreto estadual, municípios com risco muito alto para a doença devem adotar quarentena obrigatória poor 10 dias, prorrogáveis se necessário. Funcionariam no período apenas atividades essenciais. 



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