NOTICIÁRIO Domingo, 12 de Abril de 2026, 15:33 - A | A

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ELEIÇÕES 2026

Rosa Neide diz que PT deve fechar Senado em 15 dias e cita Fávaro, Taques e Natasha

Da Redação

A presidente estadual do PT em Mato Grosso, ex-deputada federal Rosa Neide, afirmou que a federação liderada pelo partido trabalha com prazo de 15 a 20 dias para fechar a composição majoritária no estado, incluindo a disputa ao Senado e a organização das chapas proporcionais. A declaração foi dada nesta quinta-feira (9), em entrevista ao Jornal da Cultura, da Cultura FM 90,7, aos jornalistas Antero Paes de Barros e Michely F. Figueiredo, em Cuiabá.

Rosa Neide disse que a definição sobre o Senado ainda passa por articulações internas no PT, na federação partidária e também na mesa nacional de negociação. Segundo ela, os nomes já colocados são o ministro Carlos Fávaro e o ex-governador Pedro Taques, com a possibilidade de um terceiro nome da própria federação, em discussão.

“Os nomes estão colocados, nós estamos discutindo, fazendo cálculo, entendendo qual é a melhor solução neste momento, o que agrega mais”, afirmou. “Nesse sentido, de 15 a 20 dias, não pode ser mais que isso. Você pode me cobrar aqui que nós vamos organizar essa questão.”

A dirigente petista destacou que o grupo aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Mato Grosso não foi fortemente impactado pela janela partidária e que a prioridade agora é organizar a pré-campanha. Ela avaliou que houve poucas migrações e que o foco deve estar na montagem das chapas proporcionais e na costura da majoritária.

“Agora é o momento de sentar, organizar chapas proporcionais, também discutir a questão da majoritária no estado de Mato Grosso, fazer um planejamento forte de pré-campanha”, disse.

Sobre a disputa ao Senado, Rosa Neide afirmou que o debate sobre um eventual terceiro nome dentro da federação busca “cercar o voto” e ampliar presença da centro-esquerda, sem romper a lógica de composição política com aliados do arco nacional do governo federal. Ela defendeu que mulheres fortes participem da disputa e citou a ex-vereadora Edna Sampaio e a professora Patrícia como nomes qualificados.

“São duas pessoas brilhantes que a gente espera estar aí na frente de batalha, disputando cargos eletivos”, afirmou.

A dirigente também confirmou que o apoio à pré-candidatura de Natasha Slhessarenko ao governo do estado é ponto pacífico dentro da federação. Segundo ela, a médica já foi apresentada oficialmente ao grupo e integra a estratégia construída com os partidos aliados.

“Ponto pacífico na federação. Ela já esteve reunida com toda a federação, junto com o ministro Fávaro. A federação como um todo apoiou a candidatura dela”, disse.

Na avaliação de Rosa Neide, a disputa em Mato Grosso precisa ser lida em chave nacional. Para ela, o estado tem peso econômico e eleitoral crescente, o que obriga a centro-esquerda a trabalhar com cálculo político, coordenação entre partidos e leitura de cenário. Ela argumentou que o debate local não pode ser separado da estratégia de reeleição de Lula.

“Cada voto vai ser importante. Mato Grosso é o estado que mais produz no país. Então o olhar pra cá é forte do país inteiro, e a gente tem que cuidar”, afirmou.

Ao comentar a força da direita no estado, a presidente do PT disse que a centro-esquerda não deve abrir mão de candidatura própria e defendeu que partidos disputem para crescer. Ao mesmo tempo, reconheceu que alianças com nomes de outras legendas podem ser necessárias para ampliar a capacidade de competitividade do campo lulista.

“Partido que disputa, cresce”, disse. “Nós não podemos fazer divisões também. Se aparecem nomes de partidos aliados, de pessoas que estão aqui prontas pra defender a democracia do país, nós temos que pensar no projeto de nação.”

Na entrevista, Rosa Neide também fez críticas ao governo Mauro Mendes, especialmente nas áreas sociais. Ela reconheceu obras de infraestrutura, mas afirmou que a gestão estadual não alterou de forma estrutural a vida da população mais pobre. Citou problemas em saúde, educação, habitação e renda, além de apontar dependência do governo federal em programas como o Minha Casa, Minha Vida.

“O governador Mauro Mendes sai do governo olhado como um governador tocador de obras. Entretanto, a área social, onde está a grande maioria da população que precisa do apoio social, nós não tivemos projetos que fizessem mudar a vida das pessoas no Estado”, afirmou.

Ao longo da entrevista, a dirigente petista defendeu que Mato Grosso precisa de um projeto de longo prazo, com inclusão social, soberania nacional e fortalecimento da democracia. Também criticou a influência do cenário internacional e mencionou os impactos da guerra no Oriente Médio sobre a economia, o preço dos alimentos e a insegurança global.

No encerramento, Rosa Neide reforçou o discurso de diálogo político e respeito às diferenças, mas deixou claro que o PT fará oposição a gestões que, na avaliação dela, não entreguem resultados sociais.

“O PT dialoga com quem respeita a democracia. Quem respeita o humano, vamos juntar força”, afirmou.

 



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