O levantamento realizado pela equipe de intervenção na Saúde Pública de Cuiabá aponta que faltam medicamentos de uso contínuo para tratamento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, além de insumos, nas unidades de saúde do município.
“Nas Unidades Básicas de Saúde, Policlínicas, UPAs e Hospitais, foi identificada falta de medicamentos de uso contínuo para tratamento de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, faltam insumos para realização de curativos dos mais simples aos mais complexos e falta de equipo para administração de medicamentos endovenosos, não havendo sequer soro fisiológico para realização de cuidados básicos como lavagem oftalmológica, odontológica, curativa e infusões venosas para tratamento de urgências e na atenção primária”, diz trecho do Boletim Informativo nº 1, divulgado nesta terça-feira, pelo Gabinete de Intervenção Estadual na Saúde de Cuiabá.
Além da falta de medicamentos, também foram realizados levantamentos nas unidades de saúde. “O que revelou uma situação alarmante. Citam-se alguns exemplos. Na atenção básica, há falta de 31 médicos de saúde da família. Considerando que cada equipe de saúde da família é responsável pelo cuidado de, em média, 4,5 mil pessoas, pode-se afirmar que possuímos 139 mil cidadãos cuiabanos desassistidos”, conforme consta no boletim.
Vale destacar que além da falta de insumos, medicamentos e médicos, também foi encontrado um rombo financeiro na ordem de R$ 356 milhões.
A intervenção do Estado de Mato Grosso na Saúde Pública de Cuiabá foi determinada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, no dia 28 de dezembro, atendendo a um pedido do Ministério Público Estadual.
O governador Mauro Mendes assim que foi intimado da decisão nomeou como interventor o procurador do Estado Hugo Fellipe Lima, que assumiu a função no dia 29 de dezembro e já está comandando a saúde do município.
O período da intervenção é de 6 meses ou até que sejam cumpridos os quesitos previstos na representação proposta pelo MP. Entre os pontos estão falta de cumprimento de decisões judiciais envolvendo falta de profissionais e medicamentos.
Todas as informações do Gabinete de Intervenção são encaminhadas para as autoridades competentes, como Ministério Público e Poder Judiciário, para que tomem ciência da situação em que se encontra a saúde pública da capital.
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