A pandemia de Covid-19 fez com que crianças e adolescentes passassem mais tempo conectados à internet. Enxergando essa nova realidade, a indústria pornográfica de adaptou e começou a utilizar personagens de desenhos e filmes infantis a fim de atingir esse público. E as consequências podem ser desastrosas. Além de provocar traumas orgânicos, emocionais e dificuldade de desenvolvimento, a naturalização do ato sexual deixa as crianças suscetíveis ao abuso sexual e à pedofilia.
"Rede social não é lugar de criança. Instagram, Tik Tok, a criança não está preparada para consumir cognitivamente. Vem conteúdo pornográfico, filmes, fotos, imagens, personagens que gostam, assistem atualmente em desenhos, filmes, com conteúdo pornográfico e elas se assustam. Não era isso que esperava ver. Na verdade, nem sabe o que é isso. Elas se chocam, tem medo de contar para os pais, uns pais ficam sabendo, outros os pais nem ficam sabendo", explica a psicóloga e educadora parental, Gina Coelho, que tem se dedicado a alertar sobre esse novo perigo.
Gina pondera que a ideia por trás da facilidade ao acesso do conteúdo pornográfico é naturalizar esse tipo de comportamento, fazendo com que crianças não resistam caso sejam vítimas de abuso sexual e nem relatem aos pais. "A ideia por trás desse tipo de conteúdo voltado a criança são as piores coisas. Qualquer pior coisa, como a pedofilia. Eles tem que atrair essas crianças. Ao ver esse conteúdo se choca, fica sem entender, pode perguntar para os pais, outras não perguntam e vão naturalizando pela curiosidade".
A psicóloga afirma que as crianças que consomem o conteúdo costumam sentir nojo, culpa, insegurança e medo. "Pode gerar traumas orgânicos, compromete o desenvolvimento da neuroplasticidade do cérebro, o desenvolvimento cognitivo. Pode alterar os comportamentos dela, gerando comportamentos sexualizados com outras crianças, com ela mesma. Deixando a criança se naturaliza, passa a acostumar com aquilo, fica suscetível ao abuso sexual. Quando alguém tentar pegar, abusar dessa criança de alguma forma, como ela já vai ter visto, não vai achar tão estranho".
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