O deputado estadual Wilson Santos (PSD) afirmou, como professor de História, que há muito Mato Grosso não vivia uma eleição geral com tamanha indefinição. A declaração foi dada à imprensa durante o evento realizado nesta quarta-feira (29) pelo Lide Mato Grosso. O parlamentar se refere tanto à disputa ao Governo como ao Senado da República.
"Agora eu vou responder como professor de História. Faz tempo que eu não via uma eleição tão indefinida. Pode dar qualquer coisa. Para o Senado, ninguém está garantido e todos têm chance. E para o Governo do Estado, tudo caminha para um segundo turno", avaliou.
Santos faz parte do grupo de centro esquerda em Mato Grosso, que tem como pré-candidata ao Governo a médica Natasha Slhessarenko (PSD). Para o Senado, o grupo tem como candidatos Carlos Fávaro (PSD) e Pedro Taques (PSB).
Questionado se acredita na possibilidade de a colega de parlamento, deputada Janaina Riva (MDB) compor como vice na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo do Estado, Wilson Santos afirmou que tudo pode acontecer até o final do período das convenções, marcado para 5 de agosto.
"Eu vou evitar essa resposta, esperar consolidar. Porque em política eu já vi gente dormir eleito, fazer festa, jogar foguete e no outro dia, ser derrotado. Então não sei se vai consolidar a Janaina como candidata a Senado, a vice, ainda está no campo das especulações. Vamos aguardar confirmar", ponderou.
O tabuleiro político ainda está nebuloso muito pela indefinição quanto a entrada ou não do senador Jayme Campos (União Brasil) na disputa ao Governo do Estado. Enquanto uma ala do partido defende a candidatura própria, a outra, encabeçada pelo ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) deseja que o partido apoie o projeto de reeleição de Otaviano Pivetta. O cenário deve ficar mais claro nesta quinta-feira, quando o União Brasil realizará a convenção partidária e trará mais luz para a disputa.
Janaina não descarta caminhar com Jayme Campos caso ele consiga se consolidar na disputa ao Governo. Já declarou também que trabalha para que o seu nome esteja na corrida por uma das vagas ao Senado. No entanto, há muita pressão nos bastidores principalmente por parte do empresário do agronegócio, Eraí Maggi, para que Janaina recue e saia a vice de Pivetta. Isso porque Maggi tem interesse em ajudar Mauro Mendes e Carlos Fávaro a conquistarem as duas vagas ao Senado. Com a saída de Janaina, a concorrência diminuiria. Além disso, ela é considerada um nome de peso para compor com Pivetta, que também é apoiado pelo empresário do agro, por sua capilaridade e força política.
Até a convenção do PL, ainda havia a expectativa de que Janaina pudesse compor com o Partido Liberal, que referendou Wellington Fagundes como candidato ao governo e José Medeiros como candidato ao Senado. Janaina é nora de Fagundes. No entanto, houve um veto ao MDB por parte da legenda sob a articulação de Medeiros. O entendimento que reinou na sigla foi de candidatura única ao Senado. Prefeitos também estavam resistentes à aliança com o MDB. Isso porque em cidades como Cuiabá, Rondonópolis e Várzea Grande os principais opositores aos nomes eleitos em 2024 são do MDB ou identificados com a centro-esquerda e a construção de uma aliança em 2026 poderia trazer reflexos para a disputa de 2028.
Com o fechar de portas no PL, restou a Janaina compor com Pivetta, Jayme Campos ou tocar uma candidatura ao Senado independente. Tanto o MDB, como o Podemos de Max Russi, estão sendo vistos como as noivas desta eleição e podem caminhar juntos. Já existe uma carta de intenção neste sentido, conforme afirmou o presidente do Podemos no estado. No entanto, a aliança ainda carece de oficialização.
Russi já adiantou que se Janaina Riva decidir compor a vice de Pivetta, essa negociação acontecerá exclusivamente pelo MDB. O Podemos pode caminhar com Janaina se o projeto for o Senado.
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