Mauro Mendes deixa o comando do Governo de Mato Grosso nesta terça-feira, às 14h30, na Assembleia Legislativa (ALMT), após sete anos e três meses à frente do Executivo estadual. Em texto divulgado como balanço da gestão, ele afirmou sair do cargo com gratidão e disse que encontrou o Estado em situação de forte desequilíbrio fiscal, com dívidas, salários atrasados e fornecedores sem receber.
Segundo Mendes, a primeira tarefa do governo iniciado em 2019 foi enfrentar o que classificou como uma crise administrativa e financeira. Ele afirmou que a gestão adotou medidas para reorganizar as contas públicas, cortar desperdícios e recuperar a credibilidade do Estado. O governador disse ainda que, no início, houve resistência às mudanças, mas avaliou que o trabalho de ajuste permitiu a retomada dos investimentos.
No balanço, Mendes destacou a área de infraestrutura como uma das principais marcas da administração. Ele afirmou que Mato Grosso deverá chegar ao fim do ano com mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo entregues e citou também obras urbanas feitas em parceria com prefeituras.
Na saúde, o governador mencionou a reabertura e modernização da Santa Casa, a entrega do Hospital Central e do Hospital Estadual do Alto Tapajós, além da continuidade de obras no Hospital Júlio Müller e em outras unidades regionais. Na educação, afirmou que o estado avançou da 22ª para a 8ª posição no país e destacou a entrega e modernização de mais de 150 escolas.
Mendes também citou o programa SER Família, conduzido pela primeira-dama Virginia Mendes, como uma das frentes sociais da gestão. Segundo ele, a iniciativa ajudou 40 mil famílias a buscar a casa própria em parceria com o governo federal e prefeituras.
Na segurança pública, o governador afirmou que houve reforço no efetivo e melhoria na estrutura das forças estaduais. Disse que mais de 3.700 novos agentes foram convocados e associou a gestão à redução de índices criminais e ao controle de invasões de terra no estado.
Ao fazer o resumo político do período, Mendes afirmou que Mato Grosso passou por uma mudança de patamar e passou a ser reconhecido nacionalmente como um estado em recuperação fiscal e ampliação de investimentos. Ele agradeceu o apoio de servidores, prefeitos, deputados, empresários, poderes constituídos e da população.
Com a saída de Mendes, o governo passa a ser comandado pelo vice-governador Otaviano Pivetta, que, segundo o próprio governador, acompanhou as principais decisões dos últimos sete anos. Mendes disse confiar na continuidade da gestão e destacou a experiência de Pivetta como vice e ex-prefeito de Lucas do Rio Verde.
No trecho final do texto, o governador também fez referência ao cenário eleitoral de 2026 e disse que Mato Grosso não pode voltar a períodos anteriores de má gestão e corrupção. Ele afirmou que pretende seguir na vida pública com uma futura candidatura ao Senado e disse que quer contribuir para a construção de leis mais eficientes.




