O Governo de Mato Grosso consolidou a integração operacional entre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros Militar, medida que, segundo dados oficiais, otimizou o atendimento pré-hospitalar na região metropolitana. A reestruturação, que gerou questionamentos por parte de sindicatos e parlamentares, foi validada pelo Ministério Público do Estado (MPMT), que indeferiu e arquivou a investigação sobre um suposto "desmonte" do serviço.
O despacho da 7ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá, assinado pelo promotor Milton Mattos da Silveira Neto, fundamenta-se na discricionariedade administrativa do gestor público e na ausência de prejuízo concreto à população. Segundo o documento, a atuação conjunta, formalizada pelo Termo de Cooperação nº 0045/2025/SESP, não representa ruptura assistencial, mas uma estratégia de integração de capacidades operacionais. O MPMT ressaltou que o Corpo de Bombeiros possui histórico de atuação no Atendimento Pré-Hospitalar (APH) anterior à própria implantação do Samu no estado, contando com protocolos e expertise consolidados.
Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) indicam que a cooperação resultou em uma redução de 36% no tempo de resposta às ocorrências e um aumento de 30% no volume de atendimentos. O governo estadual enfatiza que o Samu permanece ativo, com a integração permitindo o direcionamento da ambulância mais próxima, independentemente de ser acionada pelo 192 ou 193, através do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp).
Em contrapartida, entidades como o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde (SISMA) manifestaram preocupação com a não renovação de contratos temporários de profissionais. A representação sindical apontou riscos de redução na capacidade operacional e deficiências no planejamento de reposição de pessoal, apesar da existência de concurso público vigente. O Governo do Estado rebate as críticas, afirmando que as alterações contratuais decorrem de critérios de reorganização administrativa e eficiência, sem comprometer a continuidade do serviço essencial.
As informações são da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom-MT) e do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT)




