NOTICIÁRIO Segunda-feira, 23 de Março de 2026, 20:16 - A | A

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ELEIÇÕES 2026

Ratinho Junior desiste da Presidência para controlar sucessão no Paraná

Da Redação

A decisão de Ratinho Junior de abrir mão da disputa presidencial e concluir o mandato no Paraná redesenha o tabuleiro da direita para 2026. O governador do PSD avaliou que insistir na pré-candidatura ao Planalto poderia enfraquecer sua principal base de poder: a sucessão ao governo paranaense. A entrada de Sergio Moro no jogo estadual, associada ao movimento de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial, elevou o risco político e acelerou o recuo do governador, que agora deve concentrar forças na escolha de seu sucessor em Curitiba.

A leitura dominante entre aliados é de que Ratinho Junior entendeu que não poderia dividir energia entre uma campanha nacional e a disputa pelo controle do Palácio Iguaçu. Como ele não pode concorrer à reeleição, a permanência no cargo até o fim do mandato passou a ser vista como condição para comandar a transição e transferir capital político ao nome escolhido pelo grupo. O cálculo foi agravado pela articulação de Flávio Bolsonaro com Sergio Moro, que passou a representar uma ameaça concreta ao domínio político do PSD no Estado.

O movimento do PL no Paraná mudou a temperatura da sucessão estadual. Ao lançar Moro como candidato ao governo, Flávio Bolsonaro ajudou a consolidar uma frente de direita com forte capacidade de disputa, o que reduziu o espaço de manobra de Ratinho Junior. A permanência na corrida presidencial, nesse cenário, poderia deixar o governo estadual vulnerável a um adversário de peso, justamente no momento em que o governador mais precisa preservar sua influência local.

Embora fosse visto como o nome mais competitivo do PSD fora da órbita bolsonarista, Ratinho Junior não passou de 7% nas intenções de voto em cenários nacionais recentes, muito abaixo de Lula e de Flávio Bolsonaro. Dentro do partido, a avaliação passou a ser pragmática: melhor consolidar o legado no Paraná do que disputar uma corrida nacional sem tração suficiente. A aposta agora é em um sucessor capaz de manter a máquina estadual sob controle do grupo.

Com a desistência da disputa presidencial, a expectativa entre aliados é de que Ratinho Junior acelere a definição de seu nome para o governo do Paraná. Entre os cotados estão o secretário das Cidades, Guto Silva, o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, e o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel. A decisão deve ser anunciada nas próximas semanas e será a principal prova de força política do governador antes da eleição de 2026.

Oficialmente, Ratinho Junior afirmou que a decisão foi tomada após profunda reflexão com a família e que pretende concluir o mandato, retornar à iniciativa privada e assumir funções no grupo de comunicação fundado pelo pai. Na prática, porém, a saída da corrida presidencial mostra que o governador preferiu preservar o poder estadual a arriscar um salto nacional sem garantias. A desistência confirma que, em 2026, Ratinho Junior será menos um presidenciável e mais o grande cabo eleitoral da própria sucessão no Paraná.

 



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