O deputado Wilson Santos (PSD) afirmou que o secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, “não é investigado” na CPI da Operação Espelho e será convocado apenas como testemunha. “Ele vai depor porque quer colaborar. É postura de um homem civilizado”, disse o parlamentar durante entrevista ao Jornal da Cultura, na manhã desta quarta-feira.
A Comissão Parlamentar de Inquérito enfrenta resistências internas. “Há uma campanha difamatória contra a CPI”, declarou Wilson. Ele também ironizou a presença de deputados que pediram retirada da assinatura, mas agora integram o colegiado: “São as contradições de Cuiabá”.
Entre os requerimentos já aprovados estão pedidos de auditores do TCE, oficiais de Justiça do TJMT e cópias integrais das investigações da Polícia Federal e da Polícia Civil. A CPI também solicitou reuniões com o juiz federal Jéferson Schneider, elogiado por Wilson como “um juiz com J maiúsculo”.
O deputado explicou a atual disputa judicial no TRF-1 sobre a validade das provas colhidas pela Decor na fase estadual. Os advogados dos médicos e empresários investigados, liderados por Ulisses Rabaneda, pediram anulação das interceptações e dos materiais obtidos no Hospital Metropolitano. Segundo Wilson, “a relatora acolheu o pedido, mas houve voto divergente”, mantendo a questão aberta.
Ele lembrou que a investigação começou após denúncia de médicos “fantasmas” e cresceu ao identificar movimentações financeiras envolvendo recursos federais da pandemia. “Enquanto famílias inteiras morriam, uma organização criminosa lucrava com UTIs lotadas”, afirmou.
A próxima reunião da CPI ocorre às 14h, na sala Sarita Baracat.




