Um dos principais eventos culturais de Mato Grosso, o Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães se consolida como um investimento altamente rentável para a sociedade. Um estudo apresentado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso revela que, para cada R$ 1 aplicado no evento, R$ 18,10 retornaram em benefícios econômicos e sociais.
O levantamento, realizado pelo Observatório de Cultura, Economia Criativa e Esporte, evidencia que o impacto do festival vai muito além da programação cultural. A edição de 2025 reuniu mais de 200 mil pessoas e gerou uma movimentação significativa em setores como hospedagem, alimentação, transporte e comércio local.
Entre os principais indicadores, destaca-se a estimativa de R$ 8,77 milhões em arrecadação de impostos, resultado direto da circulação de recursos durante o evento. O dado reforça o papel estratégico do festival como motor da economia local, beneficiando desde pequenos empreendedores até grandes cadeias de serviços.
O turismo é um dos pilares desse crescimento. Segundo a pesquisa, 79% do público participante é formado por visitantes de fora do município, incluindo turistas de outros estados como São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Esse fluxo impulsiona a ocupação hoteleira, amplia o consumo e fortalece a imagem da cidade como destino turístico nacional.
Outro dado relevante é o potencial de expansão do evento, estimado em 74%. Isso indica que o Festival de Inverno ainda tem capacidade de crescer e ampliar seu impacto na economia criativa e no desenvolvimento regional. O índice de viabilidade econômica também chama atenção, alcançando 0,881 em uma escala que vai até 1 — um indicador considerado elevado.
Para gestores públicos, os números reforçam uma tese cada vez mais evidente: investir em cultura gera retorno concreto. Além de movimentar milhões, o festival contribui para a geração de empregos, o fortalecimento de negócios locais e o desenvolvimento sustentável da região.
Com base em dados coletados junto ao público e à gestão municipal, o estudo oferece um panorama detalhado sobre o perfil dos participantes e seus hábitos de consumo, servindo como ferramenta estratégica para o planejamento de futuras edições.
Ao consolidar resultados expressivos, o Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães se firma não apenas como um evento cultural, mas como um ativo econômico relevante para Mato Grosso — capaz de transformar investimento público em desenvolvimento, renda e visibilidade para toda a região.




