A taxa de desemprego no trimestre encerrado em novembro registrou 5,2%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este patamar representa a menor taxa de desocupação desde 2012, período em que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) iniciou sua medição.
O número de pessoas desocupadas no país, entre setembro e novembro, totalizou 5,6 milhões, marcando o menor contingente já registrado pela pesquisa. Em contraste, o pico de desocupação na série histórica foi observado no trimestre encerrado em março de 2021, auge da pandemia de covid-19, quando 14,9 milhões de pessoas estavam sem emprego formal.
A redução na taxa de desocupação foi acompanhada por um novo recorde no número de pessoas ocupadas, atingindo 103,2 milhões. O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas com 14 anos ou mais trabalhando, alcançou 59,0%, o maior percentual da série histórica da Pnad Contínua.
Entenda a comparação com o governo anterior
Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o mercado de trabalho brasileiro enfrentou variações significativas. Em 2019, a taxa de desemprego registrou 11,9%. O ano de 2020, marcado pelo início da pandemia de COVID-19, viu a taxa subir para 13,2%, atingindo um dos pontos mais altos da série histórica. Em 2021, houve uma leve recuperação, mas o índice permaneceu em 13,2%.
A recuperação mais consistente ocorreu em 2022, quando a taxa de desemprego diminuiu para 9,3%, o menor patamar desde 2015 naquele período. Esta trajetória de queda foi impulsionada pela retomada econômica pós-pandemia e por políticas de flexibilização do trabalho.
Em 2023, a taxa de desemprego fechou o ano em 7,8%, continuando a tendência de queda e alcançando o menor patamar desde 2014. No quarto trimestre de 2024, o índice recuou para 7,4%, e no segundo trimestre de 2025, a taxa chegou a 5,8%, consolidando a recuperação do mercado de trabalho.
Os dados atuais, com a taxa de 5,2% em novembro de 2025, representam uma continuidade e intensificação da recuperação observada nos anos anteriores. Fatores como o crescimento da população ocupada, o aumento do número de empregados com carteira assinada e a elevação da renda média real do trabalhador contribuem para este cenário.
Em 2023, a população ocupada cresceu 3,8% em relação a 2022, totalizando 100,7 milhões de pessoas. O número de trabalhadores com carteira assinada também apresentou alta, chegando a 37,7 milhões, um aumento de 5,8% em comparação ao ano anterior, indicando maior formalização.
A renda média real do trabalhador atingiu R$ 3.507 no trimestre encerrado em setembro de 2025, um aumento de 4% em relação ao mesmo período de 2024. Este crescimento da renda contribui para o aquecimento do consumo e a geração de novos postos de trabalho.
O cenário atual reflete uma recuperação gradual e sólida do mercado de trabalho brasileiro, com indicadores que apontam para a continuidade da tendência de queda do desemprego e melhoria nas condições de ocupação e renda.





