NOTICIÁRIO Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2026, 08:54 - A | A

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ENSINO MÉDIO

Seduc amplia programa de recomposição para alunos com defasagem em 2026

Da Redação com Assessoria

Em 2026, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc) colocou no centro da agenda o Programa de Recomposição da Aprendizagem (PRA), voltado a estudantes do Ensino Médio com defasagem idade-série e dificuldades de aprendizagem. A medida importa porque mira um dos gargalos mais sensíveis da rede: manter o aluno na escola, recuperar conteúdos essenciais e garantir conclusão com condições reais de seguir para o Enem, cursos técnicos, faculdade e o mercado de trabalho.

Segundo a Seduc, o foco prioritário neste ano é mobilizar famílias e estudantes para fortalecer o pertencimento escolar e mostrar o PRA como “oportunidade de retomada” das trajetórias no Ensino Médio. Na prática, a estratégia tenta atacar um fator que costuma empurrar o jovem para a evasão: a percepção de atraso e de falta de perspectiva.

O programa é direcionado a estudantes da 1ª e 2ª séries do Ensino Médio com dois ou mais anos de defasagem idade-série. Também inclui jovens da 3ª série que enfrentam dificuldades para acompanhar conteúdos considerados essenciais.

A Seduc afirma que o objetivo do PRA é garantir que o estudante conclua o Ensino Médio com preparo para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), para a continuidade dos estudos — seja na graduação, seja na formação técnica — e para os desafios do mundo do trabalho.

De acordo com o secretário de Educação, Alan Porto, o PRA foi desenhado como uma oportunidade para estudantes e familiares resgatarem a confiança no percurso escolar. “Ao fortalecer a permanência e garantir a conclusão qualificada, reafirmamos que nenhum estudante deve ser deixado para trás, transformando desafios passados em conquistas futuras”, afirmou.

A pasta também informa que o eixo do programa é a humanização do percurso escolar, com a proposta de transformar o que era visto como “atraso” em uma jornada de aceleração com qualidade e respeito. Para isso, o PRA adota uma abordagem descrita como flexível e integrada, com material estruturante organizado por áreas do conhecimento: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas.

Segundo a Seduc, as aulas priorizam resolução de problemas, protagonismo juvenil e práticas pedagógicas conectadas à realidade dos estudantes. A lógica é reduzir a distância entre conteúdo e cotidiano, um ponto crítico especialmente nas séries finais do Ensino Médio.

Nas turmas do período noturno, as aulas mediadas por tecnologia ganham peso. A Seduc cita o uso de Chromebooks e Smart TVs como instrumentos para personalizar o aprendizado e tornar o ambiente escolar mais dinâmico e interativo, alinhado ao modo como o jovem consome informação e aprende.

Para além do discurso institucional, o ponto de atenção que fica para 2026 é a execução: alcance real do programa, critérios de adesão, metas por escola, indicadores de recomposição e como a rede vai medir evolução em aprendizagem e permanência. Esses dados são essenciais para avaliar se o PRA está conseguindo, de fato, reduzir a defasagem e impactar o desempenho no Enem.

As informações são da jornalista Laís Soares/Seduc

 



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