Segundo informações da jornalista Débora Siqueira, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Mato Grosso passou a ocupar a 2ª posição entre os estados com menor desigualdade de renda do país, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, publicado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
De acordo com o texto, o estado subiu uma colocação em relação ao levantamento de 2024 e ficou atrás de Santa Catarina, que lidera o indicador. A desigualdade de renda é um dos 16 indicadores do pilar de Sustentabilidade Social, no qual Mato Grosso aparece na 9ª colocação nacional.
A Sedec aponta, entre os fatores relacionados ao resultado, a economia puxada pelo agronegócio, com atração de investimentos e aumento de agroindústrias, além de uma das menores taxas de desemprego do país e menor dependência de programas sociais como o Bolsa Família.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, afirmou que o desempenho no indicador acompanha mecanismos de inclusão social e relacionou competitividade e sustentabilidade social. “O ranking destaca que a sustentabilidade social está diretamente conectada à competitividade, já que a redução de vulnerabilidades amplia a participação da população no mercado de trabalho, fortalece o capital humano e expande o mercado consumidor. Temos melhorado nos índices de educação, temos uma das menores taxas de desemprego do país, há investimentos na qualificação da mão de obra, seja promovida pelo Governo do Estado e pelo setor privado como o Sistema S, como Senac, Senar e Senai, tudo isso tem impactado nos melhores índices do Estado”.
No resultado geral do ranking, conforme o texto, Mato Grosso manteve a 10ª posição entre os estados, considerando os 10 pilares analisados pelo estudo: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.
A publicação citada pela Sedec também coloca Mato Grosso em 3º lugar em solidez fiscal, 3º em capital humano e 3º em crescimento potencial da força de trabalho. No indicador volume de crédito, o estado aparece em 1º lugar, medida relacionada à capacidade de financiamento da economia e ao acesso a recursos para investimento e consumo.
Segundo a Sedec, o pilar de Sustentabilidade Social avalia a atuação dos governos estaduais na redução de vulnerabilidades sociais ao longo da vida da população. A metodologia, ainda conforme o texto, considera fatores como saúde, pobreza, condições de moradia, saneamento básico, proteção à infância e promoção do trabalho decente.
Em solidez fiscal, a Sedec informa que Mato Grosso aparece entre os três primeiros, ao lado de Espírito Santo e Maranhão. O indicador avalia capacidade de investimento, equilíbrio orçamentário, controle de gastos com pessoal, resultado primário e liquidez.
No pilar de Potencial de Mercado, a secretaria destaca a liderança de Mato Grosso em volume de crédito. De acordo com a avaliação apresentada, o indicador reflete acesso a financiamento, associado à expansão de empresas, consumo e atividade econômica.
O texto também aponta que o crescimento potencial da força de trabalho nos próximos anos coloca Mato Grosso entre os estados com perspectiva de expansão econômica no longo prazo, dentro dos critérios do ranking.





