O senador Wellington Fagundes (PL-MT) já está em Belém (PA), onde participa da COP30 como representante oficial do Senado Federal. A missão é defender os interesses do Brasil e, especialmente, de Mato Grosso, estado referência mundial em produção de alimentos com preservação ambiental.
Presidente da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi) e integrante da Subcomissão Temporária da COP30, Wellington leva ao encontro projetos que unem produção, ciência e transição energética. Entre os principais pontos da agenda está o Estatuto do Pantanal, marco que dá segurança jurídica para conservar e produzir com responsabilidade.
“No maior incêndio que tivemos no Pantanal, perdemos 4 milhões de hectares. Esse bioma até então, não tinha uma lei própria, respeitando suas condições e seu povo. Estou aqui para mostrar que parcerias são bem-vindas para cuidar do que temos de mais precioso”, afirmou Wellington, autor do projeto de lei. Durante a COP30, Wellington participa da Estação do Desenvolvimento, organizada pela CNT, ao lado de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP), reforçando o papel do bioma como polo de ciência e inovação.
O senador destacou também a Hidrovia Paraguai–Paraná, corredor logístico estratégico para a competitividade, além da ZPE de Cáceres, e o etanol Verde para aviação, uma tecnologia desenvolvida em Mato Grosso que coloca o estado na liderança da energia limpa de baixo carbono. “Queremos e podemos ser a Árabia Saudita do Brasil. Somos os maiores produtores de milho e o que precisamos é mostrar isso ao mundo. Temos uma riqueza no coração do nosso país, que é Mato Grosso, para servir o planeta com esse biocombustível natural”, disse.
Em entrevista à Jovem Pan nacional, Wellington chamou a atenção com um boné que trazia a frase “Respeitem quem alimenta o mundo” e reforçou o peso de Mato Grosso nessa discussão. “Tem país que perdeu as próprias florestas e quer vir aqui ensinar o Brasil? Mato Grosso produz alimentos para o mundo e preserva. Nosso compromisso é desenvolvimento com responsabilidade e oportunidades para quem vive e trabalha no campo. Não podemos aceitar a Moratória da Soja por exemplo, que desequilibra nossos pequenos e médios produtores rurais. O Brasil é um dos países mais exigentes quando o assunto é licença ambiental”, ressaltou.
O senador defende que a transição energética precisa ser acompanhada de logística eficiente, destacando projetos como a Ferrogrão, o Poliduto Rondonópolis–Paulínia e Programa Nacional de Hidrovias Verdes. “Não vim à COP para discurso ideológico. Vim defender desenvolvimento real: energia limpa, infraestrutura moderna, oportunidades e respeito ao produtor rural. Produzir e preservar não são caminhos opostos. É assim que Mato Grosso já vive na prática”, afirmou Wellington.






