Começa hoje (11), às 14h30, o evento que paralisa o planeta e desafia as fronteiras: a Copa do Mundo de 2026. Pela primeira vez com três países-sede — México, Estados Unidos e Canadá — e um número recorde de 48 seleções, o torneio promete ser o maior e mais inclusivo da história. Mas, antes mesmo do apito inicial, o clima de "união" pregado pela Fifa esbarra na realidade dura da geopolítica.
O presidente da entidade, Gianni Infantino, costuma exaltar a "magia de unir o mundo", mas a edição atual já nasce sob o signo da polêmica. Enquanto 5 bilhões de pessoas são esperadas na audiência global, a "muralha" migratória dos Estados Unidos tem sido o principal obstáculo para o intercâmbio cultural.
A diversidade, marca registrada das Copas, enfrenta um teste de estresse nas alfândegas americanas. Em meio a tensões diplomáticas, os EUA adotaram políticas de visto consideradas abusivas, restringindo a entrada de profissionais e torcedores. O caso do árbitro premiado Omar Artan, da Somália, chocou o meio esportivo: barrado no aeroporto de Miami por "preocupações de antecedentes" não especificadas, ele foi impedido de fazer história como o primeiro somali em um Mundial.
A delegação do Irã também sentiu o peso da política externa estadunidense, sendo proibida de pernoitar no Arizona e forçada a se hospedar em Tijuana, no México, de onde precisará se deslocar para cada partida disputada em solo americano.
Apesar do ruído diplomático, o futebol escreve capítulos inéditos. O Estádio Azteca, na Cidade do México, torna-se hoje o primeiro do mundo a sediar três aberturas de Copa (1970, 1986 e 2026). O jogo inaugural repete o confronto de 2010: México contra África do Sul.
Para celebrar a escala continental, a Fifa organizou os Countdown Concerts, shows simultâneos em três cidades. No Azteca, a festa terá o brilho de Shakira e J Balvin. Em Los Angeles, a brasileira Anitta divide o palco com Katy Perry, enquanto o Canadá celebra com Alanis Morissette e Michael Bublé.
As informações são do jornalista Pedro Peduzzi, da Agência Brasil.






