NOTICIÁRIO Sexta-feira, 14 de Maio de 2021, 08:36 - A | A

Sexta-feira, 14 de Maio de 2021, 08h:36 - A | A

FRAUDE EM LICITAÇÃO

Dilmar Dal Bosco e Pedro Satélite são alvos de operação do Gaeco

Da Redação com Gazeta Digital

Na manhã desta sexta-feira (14) foi deflagrada uma operação que tem como alvos o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) e o ex-deputado Pedro Satélite. A ação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com o Núcleo de Ações de Competência Originárias (Naco).

São cumpridos mandados de busca e apreensão. Os policiais estão na casa de Satélite, em um condomínio de alto padrão em Cuiabá, e na de Dilmar, em Sinop (500 km ao norte da Capital).

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências de Dilmar, Satélite e de uma assessora parlamentar, suspeitos de envolvimento no esquema. Os agentes policiais também devem cumprir ordem de prisão preventiva contra um empresário que seria o líder da organização criminosa e, também, impor o uso de tornozeleira eletrônica no representante do Sindicato dos Empresários do Setor de Transporte Intermunicipal de Passageiros (SETROMAT), que, por sua vez, está proibido de se ausentar do Estado de Mato Grosso, frequentar alguns órgãos públicos e manter contato com outros investigados.

A ação desta sexta-feira trata-se  da terceira fase da Operação Rota Final, de 2018, que busca apurar crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude a licitação do setor de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros de Mato Grosso (STCRIP-MT), promovida pela Secretaria de Infraestrutura do Estado de Mato Grosso e Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (AGER-MT). Na época Dilmar e Satélite foram citados por fazer parte do esquema para fraudar a licitação do transporte coletivo intermunicipal no estado. 

Está sendo cumprida, ainda, ordem de sequestro judicial de bens dos investigados até o montante de R$ 86 milhões, abrangendo vários imóveis, duas aeronaves (aviões), vários veículos de luxo, bloqueio de contas bancárias e outros bens necessários ao ressarcimento do prejuízo acarretado pela prática dos crimes.

A investigação, iniciada na Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso, foi encaminhada, com autorização do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT), ao GAECO-MT em meados de 2019, onde foi concluída pelas autoridades policiais do Grupo Especializado, com supervisão do NACO Criminal. O Inquérito policial possui 47 volumes de elementos de informações. Mais de 20 (vinte) pessoas são investigadas, dentre eles alguns empresários e dois parlamentares estaduais.

A decisão emanada do TJMT proibiu a divulgação de conteúdos da investigação, bem como dos resultados da operação.

Atualizada às 09:55 

 



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