NOTICIÁRIO Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2026, 08:47 - A | A

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EDUCAÇÃO PÚBLICA

Escolas de tempo integral vocacionadas a línguas somam 953 alunos em cinco unidades

Rui Matos/Seduc

Às 7h em ponto, quando os portões de cinco escolas de tempo integral vocacionadas ao ensino de línguas, da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso, se abrem, as unidades ganham ritmo de um dia inteiro. Segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), nessas escolas o modelo combina formação geral, trilhas de aprofundamento e ensino intensivo de espanhol, inglês e Libras (Língua Brasileira de Sinais).

Criadas em 2023, as escolas vocacionadas às línguas somam 953 alunos distribuídos em cinco unidades: Marechal Eurico Gaspar Dutra, em Barra do Garças; Professor Antônio Epaminondas, em Cuiabá; Adolfo Augusto de Moraes, em Rondonópolis; Jonas Lopes da Silva, em Tangará da Serra; e Professor Honório Rodrigues Amorim, em Várzea Grande.

Para a Seduc-MT, a presença dessas escolas em polos regionais consolida um modelo curricular voltado à formação integral e à proficiência em línguas, com jornada ampliada.

De acordo com o texto da Seduc, a proposta integra o Plano EducAção 10 Anos, que tem como meta colocar a Rede Estadual entre as cinco redes públicas mais bem avaliadas do país até 2032. Segundo a secretaria, o objetivo inclui tornar a rede referência em ensino bilíngue, alinhando aprendizagem de conteúdos essenciais, desenvolvimento científico, uso crítico e criativo de tecnologias e competências socioemocionais e culturais relacionadas à vida e ao mercado de trabalho.

Segundo a Seduc, o diferencial é que, nessas escolas, as línguas estruturam o currículo e não aparecem apenas como complemento da grade. De acordo com o texto, o percurso prevê 1.640 horas-aula em línguas no Ensino Fundamental e 3.000 horas-aula no Ensino Médio, em uma rotina diária das 7h às 16h. O núcleo articulador das línguas, segundo a secretaria, é conduzido por professores selecionados em processo específico e capacitados para atuação em espanhol e inglês.

Em duas unidades, a Professor Antônio Epaminondas e a Professor Honório Rodrigues Amorim, a formação linguística se amplia com Libras, de acordo com a Seduc, que apresenta a medida como uma dimensão de inclusão e comunicação no cotidiano escolar.

Além da formação geral básica, a parte diversificada inclui componentes como iniciação científica, protagonismo estudantil, estudo aplicado de língua portuguesa e matemática, avaliação semanal e disciplinas eletivas no Ensino Fundamental, segundo o texto institucional.

Já no Ensino Médio, de acordo com a Seduc, entram práticas experimentais, estudo orientado, avaliação semanal, projeto de vida e trilhas de aprofundamento nas áreas de linguagens e ciências humanas. A proposta, segundo a secretaria, é interdisciplinar e multilíngue, com foco na autonomia do estudante e no desenvolvimento do projeto de vida.

O texto também aponta que a política garante formação continuada para os profissionais das escolas, com foco no desenvolvimento, acompanhamento e aperfeiçoamento da proposta vocacionada. Segundo a Seduc, o horizonte pedagógico inclui vivências interculturais, intercâmbios acadêmicos e projetos colaborativos voltados à diversidade cultural e linguística, com a ideia de tratar línguas como ponte para repertórios, culturas e possibilidades.

Na avaliação do secretário de Educação, Alan Porto, as escolas vocacionadas a línguas contribuem para formar jovens protagonistas em um mundo marcado pela interdependência cultural, pela circulação global de informações e pela aceleração tecnológica. “Nesse cenário, a Educação Integral surge não apenas como ampliação da jornada escolar, mas como uma concepção formativa que considera o estudante em sua totalidade, sujeito de direitos, produtor de cultura e protagonista de seu próprio percurso de aprendizagem”, afirmou, segundo o texto.

Alan Porto também declarou, de acordo com a Seduc, que a criação das escolas representou uma resposta ao desafio de preparar estudantes para um tempo em que a informação exige leitura crítica e capacidade de comunicação. Ele afirmou ainda que, desde 2020, escolas vocacionadas são realidade na Rede Estadual e que a proposta segue avançando para ultrapassar limites do conhecimento teórico.

“Ampliamos o leque de possibilidades para esses jovens no mercado de trabalho. A formação em línguas é necessária às atividades ligadas ao turismo e ao agronegócio, principalmente. Ao colocar as línguas no centro do currículo, a rede sinalizou uma aposta de que a escola pública pode, sim, abrir janelas para o mundo sem pedir licença à desigualdade”, concluiu o secretário, segundo o material.

Além das cinco unidades vocacionadas às línguas, a rede estadual de ensino conta com 13 escolas vocacionadas ao esporte, uma vocacionada à arte e outras 96 de tempo integral em vários municípios, de acordo com a Seduc.

 



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