Mato Grosso ampliou sua presença no comércio internacional e elevou o número de países compradores de 148, em 2023, para 164 destinos em 2025. Segundo a jornalista Débora Siqueira, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), o ganho de 15 mercados reforça a estratégia de diversificação da pauta exportadora e de ampliação da inserção global do Estado. Os dados, de acordo com a Sedec, foram extraídos do Comex Stat, sistema oficial de estatísticas de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
A Sedec afirma que a evolução não foi linear. Na comparação entre 2023 e 2025, 23 novos países passaram a importar produtos mato-grossenses, ao mesmo tempo em que oito destinos registrados em 2023 deixaram de aparecer em 2025. Segundo a secretaria, esse movimento de entrada e saída explica o saldo final positivo de 15 novos mercados na balança exportadora, com o Estado ampliando a base de compradores em diferentes regiões.
Entre os países que passaram a comprar de Mato Grosso no período, a Sedec cita mercados como Bulgária, Bósnia-Herzegovina, Camarões, Cazaquistão, Chipre, Croácia, Eslováquia, Ucrânia, Zimbábue, Madagascar, Malta, Papua Nova Guiné e Turcomenistão, além de outros destinos na África, no Leste Europeu, na Ásia Central e no Pacífico. Segundo a secretaria, a entrada desses compradores é um indicador de que a política de promoção comercial tem buscado reduzir dependência de poucos mercados.
A ampliação da base de destinos ocorre em paralelo à intensificação da agenda internacional do governo estadual. De acordo com a Sedec, em 2025 o Estado participou de 11 missões internacionais, com presença em agendas na América do Sul, Europa, América do Norte, África e Ásia. Segundo a secretaria, as ações envolveram feiras agropecuárias e alimentares, fóruns de negócios, encontros institucionais, promoção turística e articulações voltadas à abertura de mercados e à atração de investimentos.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o aumento no número de destinos é resultado direto desse esforço estruturado. “A ampliação do número de países compradores mostra que Mato Grosso está diversificando sua presença no mercado internacional. Não se trata apenas de vender mais, mas de vender para mais destinos, reduzindo riscos e ampliando oportunidades comerciais”, afirmou Miranda, segundo texto divulgado pela Sedec.
O secretário também disse que as missões são construídas com participação do setor produtivo. “Essas missões não são só da secretaria. São agendas construídas com comitivas de empresários e representantes dos setores econômicos, que acompanham as ações do governo do Estado. Isso tem aberto mercados importantes, resultado direto de um trabalho consistente de promoção comercial e diálogo internacional”, declarou, de acordo com a Sedec.
Outro ponto citado por Miranda como reforço da política de internacionalização é a criação de estruturas voltadas à atração de investimentos. Segundo o secretário, o Estado encerrou 2025 com duas entregas consideradas estratégicas: o início das atividades da Invest MT, descrita como agência de promoção comercial e atração de investimentos, e a abertura de um escritório internacional em Shanghai, na China.
“Esse escritório é a porta de entrada tanto para empresários de Mato Grosso que querem acessar a Ásia e o Oriente Médio quanto para investidores desses mercados que desejam fazer negócios no nosso Estado”, afirmou Miranda, conforme a Sedec. A secretaria não detalha, no texto-base, metas de curto prazo para o escritório, mas apresenta a iniciativa como instrumento de aproximação com mercados asiáticos.
Na avaliação do secretário, a diversificação de parceiros comerciais também funciona como mecanismo de proteção em cenários de volatilidade externa. Segundo Miranda, ampliar destinos dá mais segurança ao Estado em um ambiente global instável e contribui para manter a trajetória de crescimento econômico. “São políticas de Estado, construídas com os setores produtivos, que permanecem e seguem gerando emprego, renda e desenvolvimento”, concluiu, de acordo com a Sedec.
Especialistas em comércio exterior costumam apontar que depender de poucos compradores pode aumentar a exposição a choques de preço, barreiras sanitárias e mudanças geopolíticas, enquanto uma carteira mais diversificada pode diluir riscos. A Sedec, no entanto, não informa no texto-base quais produtos lideraram a expansão de destinos nem o peso relativo desses novos mercados no valor total exportado pelo Estado.
Ainda assim, o aumento do número de países compradores é apresentado pelo governo estadual como um indicador de inserção internacional mais ampla. A leitura institucional é que o resultado combina diplomacia econômica, presença em feiras e missões e a criação de estruturas permanentes de promoção, o que, segundo a Sedec, tende a abrir novas oportunidades para empresas locais e atrair capital externo para cadeias produtivas estratégicas.
As informações são da jornalista Débora Siqueira, da Sedec.





