O governador Mauro Mendes (DEM) juntamente com o secretário chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, esteve reunido com representantes da Agência Brasileira de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta terça-feira. Na oportunidade, o chefe do Executivo implorou à agência que libere o uso de Sputnik V no país.
"Temos dinheiro para pagar, pedimos autorização da Anvisa. Por favor, nos ajudem, por favor, o que precisamos fazer. Por favor, se erramos, se falta alguma coisa, nos diga o que fazer, nos ajude a fazer. Por favor, nós precisamos é disso neste momento. Saber objetivamente o que precisamos fazer para colocar mais essas doses aqui no nosso país", suplicou o governador.
A negociação para a compra das vacinas partiu da articulação feita pelo Fórum de Governadores da Amazônia Legal, do qual Mato Grosso faz parte, e do Consórcio Nordeste, que atuaram em conjunto para o acesso ao imunizante.
Mato Grosso aplicará R$ 67,3 milhões para trazer ao estado 1,2 milhão de doses para complementar a vacinação já em andamento desde janeiro deste ano.
"Não é hora de ficar usando o tempo precioso de vocês, da Anvisa, essa importante instituição, patrimônio da saúde pública brasileira, com diretores renomados, pessoas qualificadas. Todos nós governadores, brasileiros, todos nós imbuídos em salvar vidas neste momento. Só queria dizer isso Nos ajude, o que precisamos fazer para garantir que essas 37 milhões de doses que foram compradas pleos governadores da Sputnik".
Mauro Mendes ressaltou que só inseriu Mato Grosso na articulação nacional pela compra do imunizante russo porque percebeu, pela mídia innternacional, que pelo menos 50 países utilizam o medicamento na luta contra a Covid-19. A Sputnik V possui eficácia comprovada de 91,6%.
"Precisamos é disso. Por favor nos ajude, compramos, temos dinheiro para comprar, precisamos disso para salvar vidas no nosso país".
A solicitação de uso emergencial da Sputnik V foi protocolada pela União Química no dia 26 de março está com avaliação suspensa desde o dia 27. Em tese, a Anvisa teria sete dias úteis para avaliar o pedido. No entanto, por falta de documentos considerados importantes pela agência, a avaliação não teve prosseguimento.
No dia 1º de abril, novos documentos foram enviados pela União Química, mas a Anvisa alertou que alguns itens necessários seguem pendentes. Desta forma, a suspensão segue sem prazo para ser interrompida.
Além de Mato Grosso, outros 8 estados fizeram pedidos de importação da Sputnik V à Anvisa. São eles Acre, Bahia, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Piauí e Sergipe.
O Ministério da Saúde assinou em março contrato para aquisição de 10 milhões de doses da vacina russa. Pelo menos 400 mil doses são esperadas até o final de abril. O pagamento ao fornecedor só será feito mediante entrega do imunizante, segundo o governo federal.
Até o momento, estão autorizadas a serem usadas no país as vacinas Coronavac, AstraZeneca, Janssen e Pfizer. A Anvisa ainda aprovou o uso do remdesivir, primeiro tratamento específico para Covid-19 aser usado em pessoas internadas em consequência da doença.
Mauro Mendes explicou que caso o Ministério da Saúde não tenha interesse em custear a vacina para incorporá-la ao Plano Nacional de Imunização (PNI), o Governo de Mato Grosso irá arcar com todos as despesas e usar o imunizante para vacinação exclusiva da população mato-grossense, em complemento às vacinas disponibilizadas pelo ministério.






