O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) deu declarações que mexeram com o tabuleiro eleitoral de Mato Grosso nesta reta final de junho. Em entrevista publicada pelo Gazeta Digital neste sábado (27), ele admitiu diálogo com o MDB para compor aliança nas eleições deste ano, minimizou a articulação entre Republicanos e PL como "muito disse-me-disse" e alfinetou o senador Wellington Fagundes, perguntando "por que ele é tão rejeitado no PL?"
As declarações ocorrem em um momento de intensa movimentação nos bastidores. O PL reagiu e reafirmou o nome de Wellington Fagundes ao governo do Estado, pela décima vez. O vídeo publicado foi uma resposta ao boato que corre nos bastidores sobre uma costura de apoio que ocorre na nacional do Republicanos e PL. E para sacramentada esta aliança, o Republicanos teria exigido que quatro estados entrassem no acordo, retirando os candidatos majoritários do PL da disputa: Mato Grosso, Minas Gerais, Espírito Santo e Acre, o que coloca Fagundes sob pressão.
O governador afirmou que "tem fé" no apoio dos prefeitos de Cuiabá e Várzea Grande, ambos do PL, mas negou estar fazendo pressão.
O senador Jayme Campos (União) detonou o empréstimo de R$ 1,5 bilhão solicitado pelo governo do Estado, classificando a operação como "conversa para boi dormir". A resposta de Pivetta veio em tom de confronto direto. Ele rebateu usando o programa de construção de 60 mil casas como contra-argumento.
Jayme luta pelo direito de ser candidato ao governo do estado pelo União Brasil, enquanto o ex-governador, Mauro Mendes, aliado de primeira hora de Otaviano Pivetta, quer que a legenda apoio o projeto à reeleição do republicano. Esse impasse racha a base que até então estava no comando de Mato Grosso.
O cenário da esquerda
Enquanto a direita se articula, a federação de esquerda bateu o martelo: até o dia 30 definirá o nome da vice na chapa de Natasha Slhessarenko (PSD), pré-candidata ao governo. A médica, que criticou a gestão de Mauro Mendes e Pivetta prometendo uma gestão "mais humana", agora aguarda a definição do partido para fechar a chapa. O PT apontou o vereador por Rondonópolis Wendel Girotto.






