O governador Mauro Mendes (DEM), em entrevista concedida nesta terça-feira (13) à Rádio Capital, afirmou que quando o político não cumpri corretamente com o seu papel, a população o coloca para fora do cargo.
A afirmação foi feita enquanto respondia a pergunta se seria ou não candidato à reeleição em 2022. Ao avaliar a qualidade do seu trabalho enquanto governador de Mato Grosso, Mauro Mendes fez uma comparação com a gestão passada, feita por Pedro Taques (SDD).
"O que mudou em Mato Grosso nos últimos dois anos? Mato Grosso é mesmo, o agronegócio é o mesmo. Não fico dando tapinha nas costas. A população quer político que fique dando tapinha nas costas ou que faça investimentos, melhore o serviço. Que paga o dinheiro dos impostos é a população. Se o gestor cuida bem do dinheiro, a população tem retorno", avaliou.
Mendes herdou o estado com salários atrasados, obras inacabadas, R$ 3 bilhões de déficit e conseguiu colocar Mato Grosso de volta nos trilhos. O salário voltou a ser pago dentro do mês trabalhado e foi anunciado o maior programa de investimentos do estado, chamado Mais MT. Serão R$ 9,5 bilhões aplicados para melhorias em todos os municípios.
"Agora quando o político é safado , ladrão, bandido, incompetente, o dinheiro não volta. O dinheiro desaparece. Há dois anos o estado estava quebrado, pagava com atraso, não fazia obras, tinha 500 paradas"
Cenário nacional
Mendes afirmou que procura evitar críticas e comentários referentes ao acirramento da política rumo a 2022 no cenário nacional. Mas condenou a postura que vem sendo adotada por líderes como o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula.
"Lula, Bolsonaro mostrando que é candidato. É cedo para isso. Assim como falo para governo, trabalhando e trabalhando sério. Muita conversa que roda por aí. Tem dia que não vejo nada. Precisa focar no trabalho. O cenário nacional é muito isso. Muita conversa, uma brigaiada, discussão. O que o povo ganha com isso. Com essa conversa fiada lá. Temos é que trabalhar com seriedade, entregar resultado, qualquer que esteja no mandato, não importa o cargo. Se quer voltar, tem que trabalhar com seridade e mostrar a que veio".






