Boletim semanal divulgado pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso (Sindessmat) aponta que a taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivo para casos de Covid-19 na rede privada atingiu 100% de ocupação. Na última semana (23), essa taxa estava em 97,4%. Houve redução na ocupação de leitos de enfermaria, que na última semana estavam em 93,7% e esta semana chegou a 88%.
Tanto a rede pública como privada vem enfrentando pressão pelo número de pacientes que tiveram o quadro agravado em razão do coronavírus. Conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES) divulgados nesta terça-feira (30) mostram que a taxa de ocupação está em 97,47% para UTIs adulto e em 61% para enfermarias adulto.
Na tentativa de desafogar o sistema de saúde e desacelerar a propagação do vírus, o Governo do Estado baixou decreto no qual determina quarentena obrigatória de 10 dias naqueles municípios com classificação de risco muito alta para Covid-19. Estão enquadradas nesta categoria 50 cidades de Mato Grosso, entre elas Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop.
Além de estar com as UTIs 100% ocupadas, a rede privada de hospitais tabém está com o estoque baixo de medicamentos utilizados para tratamento de pacientes com Covid-19. Para solucionar o problema, o Sindicato atua em conjunto com os estabelecimentos para consequir importar e adquirir as medicações necessárias.
"O Sindessmat assegura que segue monitorando uma possível falta de insumos e equipamentos para o tratamento dos pacientes com Covid-19, como os equipamentos para ventilação mecânica, os medicamentos que compõem o chamado 'Kit Intubação' e o desabastecimento de oxigênio nas unidades", diz trecho da nota.
Houve um alerta para possível desabastecimento de oxigênio para 50 cidades de Mato Grosso. No entanto, decisão judicial fez com que a União enviasse para o estado 340 cilindros de oxigênio, que foram distribuídos na região norte, que seria atingida pela falta do insumo. Mesmo com a chegada dos cilindros, a White Martins recomendou racionamento do uso, uma vez que o risco de desabastecimento não foi descartado. Uma mudança na logística para recarga dos cilindros é o que vem colocando Mato Grosso neste cenário.
O desabastecimento, segundo o Governo do Estado, atingiria a rede privada e hospitais municipais, uma vez que as unidades gerenciadas pelo Estado estariam com estoque.
O Ministério da Saúde providenciou um esquema para abastecer com oxigênio, principalmente as cidades do norte do estado, e assim evitar a falta do insumo.






