NOTICIÁRIO Domingo, 02 de Agosto de 2026, 19:54 - A | A

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EFEITO IMEDIATO

Abílio Brunini rejeita aliança entre PL e MDB e diz: "Ou me libera, ou tolera ou expulsa"

Michely Figueiredo

Rennan Oliveira

Abilio brunini

Depois do anúncio de aliança feito pela presidente estadual do MDB, Janaina Riva, e pelo candidato ao governo pelo PL, Wellington Fagundes, o prefeito de Cuiabá Abilio Brunini reagiu e disse que não apoiará essa coligação em Mato Grosso. Em postagem feita nas redes sociais, Abílio afirmou que precisa ser coerente e que ou o partido o "libera, tolera ou expulsa" diante da nova formatação. 

Para justificar seu posicionamento, Abílio explica que na disputa eleitoral municipal o MDB foi opositor a vários projetos do PL. Afirmou que Eduardo Botelho que disputou o Palácio Alencastro contra ele mudou de legenda e hoje cerra fileiras no MDB, assim como Thiago Silva que foi principal adversário do prefeito de Rondonópolis, Claudio Ferreira. Citou ainda a presença de Leo Bortolin, ex-prefeito de Primavera do Leste que fez campanha contra o prefeito eleito pelo PL, Sergio Manich, também é filiado ao MDB. Salientou que em Várzea Grande a situação se repete, uma vez que Flávia Moretti derrotou Kalil Baracat, que é do MDB, e buscava a reeleição. 

Abílio descreveu ainda para sustentar sua posição o desgaste vivenciado com a vice-prefeita coronel Vânia. Ela integrava o partido Novo quando foi escolhida para formar chapa com Abílio. No entanto, depois da eleição, prefeito e vice protagonizaram uma crise que levou ao rompimento. Vânia deixou o Novo e se filiou ao MDB. "Minha vice que mudou de partido, critica o Bolsonaro e me critica, foi para o MDB", observou. 

"Brigamos na última eleição e continuamos oponentes. Agora querem colocar todo mundo no mesmo ônibus e fazer de conta que somos amiguinhos. Não dá não. Se meu partido em Mato Grosso juntar com o PT, por fidelidade partidária tenho que apoiar o PT? Não esperem isso de mim! Ou me libera, ou tolera ou expulsa. Com PT e MDB não vou", disparou o prefeito Abílio Brunini em postagem feita no Instagram na noite deste domingo. 

Abílio, assim como o deputado federal e candidato ao Senado, José Medeiros, eram vozes contrárias a coligação entre PL e MDB. Na convenção do partido, realizada no último dia 22, o PL chegou a anunciar que não havia possibilidade de aproximação com o MDB e que esse assunto havia sido superado. José Medeiros seria o único nome defendido pelo partido na disputa ao Senado. 

No entanto, no dia 30 de julho, um novo ingrediente foi acrescentado ao tabuleiro político. Jayme Campos foi derrotado na convenção do União Brasil e não conseguiu lançar candidatura própria. Com esse palanque fechado, Janaina Riva ficou sem espaço para concorrer ao Senado. No grupo encabeçado por Otaviano Pivetta (Republicanos), o único espaço oferecido à deputada era o de vice-governadora, cargo que ela não tinha interesse. 

Diante dessa formatação, o MDB e o Podemos, anunciaram a possibilidade de lançar um novo nome do Palácio Paiaguás: deputado estadual Max Russi. Essa novidade fez a nacional do PL reavaliar o veto. E foi em conversa entre o presidente nacional, Valdemar Costa Neto, e Janaina Riva, que o acordo foi selado, mesmo com ala do PL em MT resistindo à aproximação. A conta é que Janaina no grupo reforça o palanque de Flavio Bolsonaro em Mato Grosso. O nome de Janaina conta inclusive com as bençãos de Michelle Bolsonaro, que também disputará o Senado pelo Distrito Federal.   



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