O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, descartou qualquer possibilidade de o senador Wellington Fagundes desistir ou ser substituído na disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026. Segundo ele, a candidatura está consolidada pela direção nacional da legenda e não será submetida a discussões internas, apesar das manifestações contrárias de parte dos prefeitos e lideranças do partido.
"Não há dinheiro de Vorcaro que tire a candidatura de Wellington Fagundes. Somente a vontade popular vai definir essa situação", declarou Ananias durante entrevista à Rádio Cultura FM, nesta quinta-feira (18).
Segundo Ananias, o candidatura ao Palácio Paiaguás foi tratada recentemente em reunião com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e com o deputado federal José Medeiros, ocasião em que a legenda reafirmou o projeto eleitoral para 2026 ."Não iremos discutir se Wellington será candidato ou não. Wellington é o candidato do PL ao Governo de Mato Grosso", afirmou
A declaração ocorre após semanas de especulações nos bastidores políticos sobre uma possível pressão para que Wellington abrisse mão da disputa em favor de uma composição com o grupo liderado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Tanto o deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) como o ex-governador Mauro Mendes (União) declararam à imprensa que os rumores de uma possível desistência de Fagundes estão fortes nos bastidores políticos.
"Futricas e firulas desses que falaram aí do Wellington Fagundes desistir ou ser impedido de ser candidato, eu não levo em consideração, até porque eu não fico lá no partido desses dando pitaco. E se eu olhar a organização dos partidos deles, tem muito mais dificuldade do que a gente. Eles ficam jogando a sujeira pra debaixo do tapete da casa deles, tentando jogar que nossa casa está desarrumada, e nunca esteve desarrumada. Agora, teve posicionamentos. Medeiros teve posicionamento contrário a uma situação de candidatura de senador no nosso partido, que é normal. Cada um procura fazer com que realmente tenhamos essa situação de melhor disputa, e o Medeiros buscava isso e busca isso, e isso foi muito tranquilo na reunião".
Nos últimos meses, lideranças próximas ao grupo governista, incluindo o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, manifestaram preferência pelo projeto político de Pivetta. Ananias minimizou as divergências e afirmou que mandatários eleitos não representam necessariamente o sentimento predominante dentro da legenda. "Os mandatários representam o pensamento de quem está administrando seus municípios. Isso não significa que representam toda a base do partido", afirmou.
Ananias revelou ainda que o PL mantém conversas institucionais apenas com o Partido Novo para uma possível composição eleitoral em Mato Grosso. Segundo o dirigente partidário, não existe negociação formal com o MDB, apesar das especulações envolvendo a deputada estadual Janaina Riva. Ananias também refutou uma aproximação entre Fagundes e Jayme Campos (União).
"Isso é impensável, até porque eles fazem parte de uma federação que nós não estamos nem conversando com eles. Eles não mudaram de partido. Então está acabado, pronto e acabado, exterminado, não existe essa possibilidade. Olha, o PL só conversou com o Novo. Vou deixar bem claro. O PL só conversou institucionalmente com o Novo. E assim nós vamos permanecer, porque nós não vamos abrir conversa agora com o posicionamento que a base está toda contra", declarou o dirigente, acrescentando que a construção de alianças seguirá respeitando o posicionamento da base partidária.
Ananias também confirmou que o deputado federal José Medeiros será o candidato prioritário da sigla para uma das vagas ao Senado. De acordo com ele, a legenda ainda discutirá se apoiará um segundo nome na disputa majoritária, mas a candidatura de Medeiros já está definida internamente.
Ao falar sobre as diferenças entre uma eventual gestão de Wellington e a continuidade do grupo atualmente no poder, Ananias afirmou que a campanha do PL terá como foco segurança pública, habitação e combate às facções criminosas. O partido pretende defender uma política mais rigorosa de enfrentamento ao crime organizado e maior direcionamento dos recursos públicos para áreas consideradas prioritárias.
"É sair de uma curriolinha pequena, de um grupinho, de uma busca de um governo amplo para toda a população, para que realmente possamos priorizar a segurança pública, a infraestrutura, continuar na infraestrutura, fortalecendo com serviço de qualidade e também segurança e habitação. Isso vai diferenciar e muito, vai ser um governo que vai ser buscado realmente para que todos tenham o sentido do governo estar presente e sendo recepcionado pela população. Essa é a diferença. Nós vamos sair dos 'inhos' para a população toda".






