A convenção conjunta realizada na noite desta quinta-feira (30), em Cuiabá, consolidou oficialmente o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Mato Grosso para as eleições de 2026. O PSD e a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), ao lado de partidos aliados, homologaram a médica Natasha Slhessarenko (PSD) como candidata ao Governo do Estado, Diogo Botelho (PDT) para vice-governador e a chapa ao Senado formada pelo atual senador Carlos Fávaro (PSD), que buscará a reeleição, e pelo ex-governador Pedro Taques (PSB).
A definição encerra meses de negociações entre as legendas do campo de centro-esquerda e estabelece uma frente ampla estadual composta por PSD, Federação Brasil da Esperança, PDT, PSB, Rede, PSOL que apoiam o projeto político do presidente Lula em Mato Grosso. A homologação ocorreu poucas horas depois da convenção do União Brasil, que decidiu integrar a coligação de apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), acirrando a polarização entre os dois principais blocos do Estado.
Chapa majoritária é confirmada
A candidatura de Natasha Slhessarenko foi consolidada, colocando fim a uma suposta disputa que teria ocorrido no PSD, quando o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, ensaiou colocar o nome para concorrer ao Palácio Paiaguás.
Com a definição, a chapa ficou composta por:
•Governadora: Natasha Slhessarenko (PSD)
•Vice-governador: Diogo Botelho (PDT)
•Senado: Carlos Fávaro (PSD)
•Senado: Pedro Taques (PSB)
A presença de Pedro Taques ao lado de Carlos Fávaro encerra uma das principais indefinições da aliança. Durante vários meses houve debates internos sobre a composição da segunda candidatura ao Senado, mas as negociações evoluíram até o entendimento homologado na convenção. Desta forma, o projeto da professora universitária Patrícia Nogueira (PCdoB) de concorrer ao Senado foi deixado de lado, prevalecendo o acordo com o PSB.
O palanque de Lula em Mato Grosso
A aliança representa a principal estrutura de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Estado. O objetivo é concentrar forças em uma única candidatura ao Governo e em uma chapa competitiva para o Senado, buscando ampliar a representação do campo governista em Mato Grosso.
A médica Natasha Slhessarenko passa a liderar o projeto eleitoral da frente de centro-esquerda. A estratégia busca apresentar um discurso de oposição aos dois principais blocos da direita mato-grossense, liderados por Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL).
Fávaro tenta renovar mandato
Na disputa pelo Senado, Carlos Fávaro buscará permanecer na Casa Legislativa. Ex-ministro da Agricultura e atual senador, Fávaro entra na campanha como um dos principais articuladores da aliança construída em torno de Natasha Slhessarenko. Sua candidatura já era considerada consenso dentro do grupo desde o início das negociações.
O ex-governador Pedro Taques também foi homologado como candidato ao Senado. Depois de reassumir protagonismo político com a reorganização do PSB em Mato Grosso, Taques volta a disputar uma eleição majoritária apostando na experiência acumulada como procurador da República, senador e governador.
Chapas proporcionais
As convenções também homologaram as candidaturas proporcionais para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa.
Entre os nomes já divulgados estão lideranças tradicionais e parlamentares em exercício, incluindo representantes do PT, PSD, PCdoB, PV, PDT e PSB.
Na disputa pela Câmara Federal figuram, entre outros, Rosa Neide (PT), Emanuel Pinheiro Neto (PSD), Antero Paes de Barros(PV), Valtenir Pereira (PSD) e outros candidatos apresentados pelas legendas da coligação.
Para a Assembleia Legislativa foram homologados nomes como Lúdio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT), Edna Sampaio (PT), Gilmar Fabris (PSD), Rafaela Fávaro (PSD), Wilson Santos (PSD) e demais candidatos das legendas integrantes da frente. A composição completa das chapas deverá constar nas atas oficiais das convenções e dos registros encaminhados à Justiça Eleitoral.
Confira lista de proporcionais
Candidatos à Câmara dos Deputados
PT
Altir Antonio Peruzzo
James Frank Mendes Cabral
Leliane Cristina Borges
Leonardo Rondon de Souza
Rosa Neide Sandes de Almeida
PV
Antero Paes de Barros Neto
Neuma de Morais
PCdoB
Graciele Marques dos Santos
Noel Inácio da Silva
PSD
Mauro Cesar Lara de Barros
Sarah Monalisa Lima Botelho
Irajá Resende de Lacerda
Ana Flávia Rodrigues Ramiro
Marildes Ferreira
Valtenir Luiz Pereira
Emanuel Pinheiro Neto
Sivirino Souza dos Santos
Benedito Francisco Curvo
Candidatos à Assembleia Legislativa
PT
Angelo Bernardino de Mendonça Junior
Carlito Pereira da Rocha
Cézare Pastorello Marques de Paiva
Edna Luzia Almeida Sampaio
Eliane Rodrigues de Lima
Emídio Antonio de Souza
Henrique Lopes do Nascimento
Honeide Silva Lima
José Wellington Pereira Campos
Kamilly Barbosa dos Santos
Lúdio Frank Mendes Cabral
Maria da Conceição Santos Cortez
Marta Tipuici
Robinson Cireia de Oliveira
Valdir Mendes Barranco
PV
Carlos Wagner Ribeiro
Jose Carlos Junqueira de Araujo
Katia Lorrayne Morais Silva
Paolla Dias Pinheiro
Rosenwal Rodrigues dos Santos
PCdoB
Luciene Neves dos Santos
Ronivalter de Souza
Josué Alves Nascimento
PSD
Gilmar Donizete Fabris
Everaldo Raul Cabral
Bruna Karoline de Almeida Santiago
Rafaela Fávaro
Mabel de Fátima Melanezi Almici
Flávio Zimermann Machado
Ivo Gregório dos Santos
Wilson Pereira dos Santos
Sebastião Coracy
Marcos Eduardo de Almeida Ribeiro
Renivaldo Nascimento
João Bosco de Moraes
Valter Kuhn
Kleber Julio Amorim da Silva
Manoel Loureiro Neto
Edivaldo Rocha dos Santos
Wellison Dos Santos Silva
Karime Dogan
Itami Dos Santos Siravegna
Jucelma Oliveira Da Silva
Lucivaldo Vieira dos Santos
Cenário eleitoral ganha definição
As convenções realizadas nesta quinta-feira reorganizaram o quadro político de Mato Grosso. De um lado, o grupo liderado pelo governador Mauro Mendes consolidou o apoio do União Brasil à candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos). De outro, PSD, Federação Brasil da Esperança, PDT, Rede e PSOL oficializaram o bloco de apoio a Natasha Slhessarenko.
O PL, por sua vez, já havia homologado Wellington Fagundes para o Governo e José Medeiros ao Senado, enquanto MDB e Podemos ainda discutem os últimos ajustes de suas estratégias eleitorais.






