O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso emitiu uma nota de repúdio contra a médica Dieynne Saugo, que foi picada por uma cobra em Nobres no último dia 30. Saugo teria declarado que se tivesse permanecido em Cuiabá ja estaria morta, fato contestado pelo Conselho.
"Por consideração a todos os profissionais que prestaram atendomento à médica Dieynne Saugo (...) o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso repudia sas declarações recém publicadas pela profissional em seu perfil na rede social Instagram, que ao responder uma pergunta que lhe foi eniada afirmou que obviamente morreria porque nenhum hospital de Cuiabá têm os mesmo recursos dos hospitais de São Paulo", diz trecho da nota.
No documento, o Conselho pondera que o tratamento médico imediato foi primordial para a estabilização do quadro da médica. "Assim, ainda que a paciente e seus familiares tenham optado pela transferência para um serviço hospitalar fora do estado de Mato Grosso, a afirmação de que sua permanência em Cuiabá resultaria em 'óbito óbvio' demonstra falta de consideração e respeirto por todos os profissionais da saúde que lhe prestaram atendimento quando o seu quadro era de emergência".
A nota ainda destaca a atuação da equipe do Serviço Móvel de Atendimento à Urgência (Samu), a equipe do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá - onde a médica recebeu o soro antiofídico - e os profissionais do Complexo Hoispitalar Cuiabá - local no qual Dieynne foi internada e passou pela traqueostomia para auxiliar na respiração, uma vez que por conta da picada estava com 70% das vias respiratórias bloqueadas.
"Certamente, sem a atuação de todos esses profissionais, a Dra. Dieynne Saugo não teria condições clínicas de ser transferida para outro estado".
Acidente
Em passeio à Cachoeira Serra Azul, no município de Nobres, Dieynne foi picada três vezes por uma cobra Jararaca. Depois de três horas recebeu o soro antiofídico em Cuiabá. Passou por três cirurgias: uma traqueostomia para ajudar na respiração, uma fasciotomia - para salvar o braço que estava com um distúrbio de coagulação - e uma terceira para fechar a fasciotomia. Esse procedimento visa tirar a pressão da fáscia e impedir que o membro atingido seja perdido.
Depois de passar pela traqueostomia e descobrir o distúrbio de coagulação no braço que foi picado, a família decidiu transferir Dieynne para o Hospital Albert Einsten. Lá foi submetida a um exame de Covid, que deu positivo. No entanto, a médica não teve complicações em razão dessa contaminação pelo novo coronavírus.
Dieynne já recebeu alta da UTI. Passou ao todo 9 dias na unidade, sendo três deles em Cuiabá e 6 em São Paulo. Ainda está isolada em uma área para pessoas com Covid, uma vez que o novo teste que fez ainta apresentou resultado positivo. No entanto, já mudou a sua alimentação e passou a consumir alimentos semi sólidos. Dieynne usava uma sonda nasogástrica.
Agora o processo é de desmame da traqueostomia. Em vídeo publicado nesta terça-feira, a médica já apareceu falando e informando que já está usando a válvula de fala na traqueostomia. "A fonoaudióloga optou por desinsuflar o cuff e colocar a válvula de fala, que já havíamos tentado colocar, mas não saia a voz devido ao edema na glote. Próximo passo é a retirada da cânula e realização do curativo oclusivo do estoma. Seguimos assim: celebrando cada vitória, um passo de cada vez, só benção sobre benção", publicou Saugo em seu Instagram.




