Mato Grosso registrou um saldo positivo de 22.106 empregos com carteira assinada no primeiro trimestre de 2026, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta quarta‑feira (29.4). O volume consolida o estado entre os principais geradores de postos formais do país no início do ano e reforça a expansão contínua da atividade econômica local.
Entre janeiro e março, foram registradas 188.939 admissões e 166.833 desligamentos, elevando o estoque total de empregos formais para 997.735 postos ativos. A abertura líquida de vagas ocorreu em todos os setores analisados, indicando crescimento diversificado e sustentado.
O setor de Serviços puxou a alta, com 9.444 novos postos — reflexo da ampliação de atividades ligadas ao atendimento, educação privada, logística, telecomunicações e serviços pessoais. Em seguida, a Agropecuária respondeu por 4.051 vagas, impulsionada pelo calendário da safra, pela demanda de mão de obra temporária e pelo início das operações de processamento em regiões produtoras.
A Construção Civil gerou 3.857 novas vagas no trimestre, beneficiada por obras de infraestrutura urbana e expansão residencial. A Indústria abriu 2.739 posições, enquanto o Comércio registrou saldo de 2.015 postos, influenciado pelas movimentações posteriores ao período festivo e pela recomposição de estoques.
Entre os municípios, Cuiabá liderou a criação de empregos com saldo de 4.992 postos. Na sequência, aparecem Sinop (1.979), Rondonópolis (1.460), Lucas do Rio Verde (1.325) e Várzea Grande (1.115), cidades que concentram polos industriais, logísticos e agroindustriais consolidados.
A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, afirmou que o resultado revela a força múltipla da economia mato‑grossense. Ela destacou que a abertura de mais de 22 mil vagas no trimestre demonstra uma “trajetória constante de geração de emprego e renda sustentada pela integração de todos os setores produtivos”.
Para a secretária, a diversidade econômica é elemento central do desempenho estadual. Beckman afirmou que o estado “não depende de um único vetor de crescimento”, e que esse equilíbrio garante maior estabilidade mesmo diante de oscilações nacionais e internacionais.
Com a continuidade da expansão do agronegócio, avanços logísticos e crescimento de setores urbanos, a tendência, segundo analistas consultados pela reportagem, é de manutenção do ritmo positivo ao longo do semestre, ainda que influenciado por fatores como crédito, custo de produção e dinâmica dos mercados externos.
As informações são da jornalista Yasmim Di Berti, da Assessoria/Sedec.




