NOTICIÁRIO Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2026, 11:36 - A | A

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ELEIÇÕES 2026

Gafe de Virginia Mendes expõe bastidores da candidatura de Mauro Mendes ao Senado em 2026

Mauro Camargo

A declaração da primeira-dama Virginia Mendes durante o Casamento Comunitário em Cuiabá, no domingo (23), caiu como uma confirmação antecipada nos bastidores políticos de Mato Grosso. Ao discursar para centenas de casais, Virginia afirmou: “Nós estamos nos despedindo. Agora em abril nós estamos saindo”. Ao perceber o impacto das próprias palavras, tentou recuar: “Eu não sei se ele vai sair, mas… Ele falou que não sabe. Mas se sair, a gente quer se despedir com esse casamento maravilhoso”. 

O episódio, registrado por veículos locais, movimentou o cenário político porque, até então, o governador Mauro Mendes (União Brasil) vinha evitando confirmar se deixaria o comando do Executivo em abril — prazo legal para concorrer ao Senado nas eleições de 2026. A fala da primeira -dama apenas confirmou o que nos bastidores da política já se sabia: decisão da candidatura já está tomada, ainda que não anunciada formalmente.

Parlamentares que apoiam o governo avaliam que dificilmente Virginia usaria a expressão “estamos nos despedindo” por engano. A leitura majoritária é de que Mauro deve sim deixar o cargo para disputar a vaga ao Senado, movimento considerado natural após dois mandatos e aprovação alta nas pesquisas estaduais. 

Nos bastidores, o comentário acendeu alertas entre aliados diretos e pré-candidatos à sucessão. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), em franca pré-campanha,  já trabalha ainda que com certa discrição, com a possibilidade de assumir o governo ainda no primeiro semestre, o que lhe daria estrutura e visibilidade para viabilizar eventual candidatura majoritária.

Lideranças ouvidas reservadamente afirmam que a cautela de Mauro Mendes em não admitir a candidatura se deve ao forte impacto administrativo de uma saída antecipada: reorganização de secretarias, recomposição de liderança política e necessidade de manter estabilidade na relação com deputados estaduais.

A fala de Virginia, no entanto, teria sinalizado que a decisão política já superou a indecisão pública. 

Além disso, é notório que nos últimos meses, Mauro intensificou agendas nacionais, aproximação com bancadas federais e articulações em Brasília — movimentos típicos de quem se prepara para uma campanha majoritária. A imprensa local também registra que o União Brasil vê Mendes como nome competitivo capaz de ocupar a principal vaga mato-grossense na disputa para o Senado. 

Integrantes do governo afirmam que, mesmo antes da gafe, as equipes internas já trabalhavam com cenários para abril e discutiam possíveis substituições estratégicas em secretarias-chave. O comentário público de Virginia teria apenas antecipado uma movimentação que vinha sendo tratada de maneira silenciosa. 

Apesar da repercussão, Mauro Mendes manteve a postura usual e reafirmou que “a decisão ainda não foi tomada”. Nos bastidores, contudo, a dúvida parece cada vez menor — e a gafe da primeira-dama foi recebida mais como confirmação involuntária do que como deslize isolado. 



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