NOTICIÁRIO Segunda-feira, 02 de Março de 2026, 11:11 - A | A

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ESCALADA NO ORIENTE MÉDIO

Guerra no Oriente Médio se alastra: Irã aciona Eixo da Resistência 

Da Redação

A instabilidade no Oriente Médio atingiu um nível crítico nas últimas 48 horas. A ofensiva militar deflagrada no último sábado (28) pelos Estados Unidos e por Israel, que resultou na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e na trágica destruição de uma escola na província de Minab, desencadeou uma reação em cadeia em toda a região. Longe de uma rendição, o Estado iraniano ativou sua rede de aliados paramilitares, conhecida como "Eixo da Resistência", expandindo o campo de batalha para múltiplos países.

De acordo com despachos recentes da agência Reuters e da rede Al Jazeera, o conflito deixou de ser uma troca direta de agressões entre Washington, Tel Aviv e Teerã, transformando-se em uma guerra regional. Bases militares americanas e o território israelense estão sob ataque simultâneo a partir de quatro frentes distintas: Líbano, Iêmen, Iraque e Síria.

A ofensiva das milícias regionais

A resposta mais violenta até o momento parte do sul do Líbano. Segundo informações da CNN Internacional, o grupo extremista Hezbollah lançou centenas de foguetes e drones contra o norte de Israel, forçando milhões de cidadãos israelenses a buscarem abrigos antibombas. O sistema de defesa "Domo de Ferro" conseguiu interceptar a maioria dos artefatos, mas as Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram que instalações militares no norte do país sofreram danos significativos.

Paralelamente, no Iêmen, os rebeldes Houthis — financiados e armados por Teerã — anunciaram o bloqueio total do Mar Vermelho para qualquer embarcação comercial ou militar ligada aos Estados Unidos e a Israel. O jornal The New York Times reportou na manhã de hoje (2) que destróieres americanos na região interceptaram mísseis balísticos disparados contra cargueiros de bandeira ocidental.

Além disso, milícias xiitas no Iraque e na Síria assumiram a autoria de ataques com drones suicidas contra as bases de Al Asad (Iraque) e Al Tanf (Síria), que abrigam tropas americanas. De acordo com o Pentágono, os sistemas de defesa antiaérea neutralizaram a maior parte das ameaças, mas há relatos extraoficiais de soldados americanos feridos com gravidade.

Sucessão, luto nacional e caos em Teerã

No front interno iraniano, o país vive um misto de luto profundo, revolta popular e incerteza política. A agência estatal Irna transmite continuamente as imagens dos funerais das vítimas de Minab, onde 148 pessoas — majoritariamente meninas do ensino fundamental — perderam a vida após os mísseis atingirem uma escola. A tragédia civil tem sido utilizada pelo governo interino para unificar a população e legitimar as retaliações.

A morte do aiatolá Ali Khamenei deixou um vácuo de poder imediato. O jornal britânico The Guardian aponta que a Assembleia dos Especialistas, órgão responsável por escolher o líder supremo, foi convocada em caráter de urgência. Especialistas em geopolítica ouvidos pelo UOL e pelo jornal Folha de S.Paulo avaliam que a cúpula da Guarda Revolucionária Islâmica assumiu o controle prático do país, garantindo que a resposta militar não seja interrompida durante o processo de transição política.

Mobilização de Washington e Tel Aviv

A Casa Branca não dá sinais de recuo. Ao justificar a manutenção das hostilidades, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os ataques das milícias iranianas "são a prova definitiva de que o regime de Teerã patrocina o terrorismo global" e ameaçou realizar novos bombardeios contra a infraestrutura petrolífera do Irã caso americanos sejam mortos nos ataques às bases. A Fox News confirmou o envio de mais um porta-aviões americano e esquadrões de caças F-35 para o Golfo Pérsico.

Em Tel Aviv, o governo israelense declarou estado de emergência nacional. O exército convocou contingentes extras de reservistas e prepara operações terrestres preventivas caso as agressões na fronteira libanesa se intensifiquem.

Impacto global: economia e paralisia diplomática

O alastramento do conflito teve um impacto imediato e agressivo na economia global. A agência Bloomberg reportou que o barril de petróleo tipo Brent disparou, ultrapassando a barreira dos US$ 100 devido ao medo de interrupção no fornecimento global pelo Estreito de Ormuz. No Brasil, o portal G1 já alerta para os impactos dessa escalada na inflação e na disparada do dólar frente ao real, que abriu a semana operando em forte alta.

Enquanto a guerra avança, a diplomacia internacional encontra-se paralisada. O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) realizou sessões de emergência durante o domingo, mas o pedido de cessar-fogo foi barrado pelo poder de veto. Rússia e China condenam a ação dos EUA, classificando-a como agressão ilegal a um Estado soberano, enquanto Washington veta qualquer resolução que condene Israel.

O Itamaraty renovou seu apelo por uma solução pacífica, alertando para a "catástrofe humanitária iminente", mas as lideranças mundiais observam, impotentes, o Oriente Médio afundar no conflito mais perigoso das últimas décadas.

 

 



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