A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) divulgou estudo nesta quinta-feira (16) segundo o qual apenas 6,09% da pauta exportadora do estado para os Estados Unidos será atingida pela tarifa adicional de 25% anunciada por Donald Trump. Do total de US$ 209,57 milhões exportados por MT ao mercado americano no primeiro semestre de 2026, cerca de US$ 13 milhões estão sujeitos à sobretaxa — concentrados em sebo bovino e gelatinas.
O presidente da Fiemt, Silvio Rangel, avaliou que o impacto imediato é reduzido, mas o cenário de instabilidade comercial preocupa. "O tarifaço de Trump sinaliza uma escalada protecionista que pode atingir setores estratégicos no médio prazo. Precisamos diversificar mercados e fortalecer a competitividade da indústria mato-grossense."
Os principais produtos de exportação de MT aos EUA — carne bovina desossada e congelada, ouro e milho — ficaram na lista de exceções de mais de 2 mil itens. A Fiemt, no entanto, alerta que a guerra comercial entre Brasil e EUA pode ter efeitos indiretos sobre o conjunto da economia, especialmente no setor de etanol de milho e de máquinas agrícolas, que foram taxados.
Senadores de Mato Grosso acompanham o debate. Parlamentares da base do governo defenderam a aplicação da Lei de Reciprocidade como resposta à medida unilateral americana.






