A médica Dieynne Saugo emitiu nota na tarde desta quarta-feira (16) exigindo retratação por parte do Conselho Regional de Medicina, que publicou uma nota de repúdio contra a profissional diante das declarações de que se não tivesse sido transferida para o Hospital Albert Einsten, já teria falecido em Mato Grosso. Dieynne pontuou que a sua declaração teve como base o que os profissionais que a atenderam disseram, em função do Estado não contar com um ortopedista que fosse capaz de operar a mão comprometida pelo veneno da picada da cobra e nem recursos para conter a hemorragia que sofria.
"A afirmativa de que eu poderia falecer caso não fosse transferida para o Centro de Referência em Saúde do Brasil, Hospital Israelita Albert Einsten, juntamente com poucos outros hospitais, partiu da própria equipe médica que me prestava assistência, uma vez que sabidamente o referido hospital possui estrutura única no Brasil para tratamentos de casos graves, o que de nenhuma forma diminui o valor dos meus colegas mato-grossenses e os serviços ali existentes. E, sabidamente, o meu caso era gravíssimo no momento da minha transferência, correndo risco iminente de morte, conforme expressado várias e várias vezes pela equipe médica que me assistia", explicou a médica em nota.
Para o CRM-MT, houve por parte de Dieynne, um desrespeito aos profissionais que fizeram os primeiros socorros e estabilizaram sua condição, que era grave. A médica está hospitalizada desde o dia 30 de agosto, depois de ter sido picada três vezes por uma jararaca em Nobres.
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"Repudio de forma veemente essa alegação, especialmente porque todos os profissionais que participaram do meu atendimento sabem da gratidão e respeito que tenho pelo trabalho exercido, pois fiz absoluta questão de manifestar esse sentimento em todos os momentos que mantive contato com eles (...) Sem o atendimento diligente e extremamente técnico que recebi certamente eu não estaria viva hoje para poder me manifestar", escreveu no Instagram.
A médica ainda considerou o posicionamento do CRM "infeliz", uma vez que a entidade não teria ouvido a sua versão antes de se pronunciar e acabou expondo a profissional. "Minha integral repulsa à infeliz nota manifestada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso que não teve o cuidado de ouvir-me para entender integralmente os fatos e me expôs de modo gravíssimo, causando mácula indelével à minha pessoa, à minha imagem profissional e à minha família. Esta douta casa, a qual me habituei a respeitar e admirar, com essa atitude precipitada e altamente lesiva deve procurar de retratar uma vez que as próprias sindicâncias e processos tramitam em segredo de justiça", asseverou.




