Em reunião com o ministro da Saúde, nesta quarta-feira (17), o governador Mauro Mendes (DEM) recebeu como resposta ao seu pedido para comprar vacinas independentemente que toda transação deve ser feita pelo Ministério da Saúde. No entanto, o ministro Eduardo Pazuello afirmou que se Mato Grosso conseguir adquirir as 1,5 milhão de doses que planeja, poderá entregar as vacinas ao governo federal para que elas sejam colocadas no plano nacional de imunização e distribuídas a todos o estados. Em contrapartida, o governo federal ressarciria o estado pelo valor investido na aquisição dos imunizantes.
"Se alguém conseguir comprar, o governo paga e coloca no plano. Eu não vou pagar para distribuir para todos", asseverou o governador.
Mauro Mendes ainda assegurou que as tratativas para aquisição das vacinas, que já duram mais de um mês, estão em estágio avançado. No entanto, não revelou com que laboratórios conseguiu afinar a compra. Limitou-se a dizer apenas que são os mesmos já reportados pela mídia. Em entrevistas anteriores, o governador disse que vinha conversando com o Sincofarm e com o Sinovac, responsável pela confecção da vacina Coronavac, que já vem sendo administrada no estado.
O pedido para compra direta das vacinas se deu depois que alguns municípios de Mato Grosso paralisaram a vacinação por falta de doses. Entre eles estão Cuiabá, Ronópolis, Cáceres e Sinop. Para o governador, a falta de doses está deixando a população "inquieta e irritada".
Promessa
Na mesma reunião em que recebeu a negativa para a compra direta, o ministro anunciou que irá disponibilizar até julho 230,7 milhões de doses das vacinas contra a Covid-19 para todos os Estados.
Conforme o planejamento do Ministério da Saúde apresentado aos governadores, em fevereiro serão distribuídas 2 milhões de doses do imunizante produzido pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, importadas da Índia. Em março, serão mais 18 milhões de doses do Instituto Butantan e outras 16,9 milhões de vacinas da AstraZeneca.
O restante das doses está sendo negociado também com laboratórios russos e indianos.
Durante a reunião, o governador de Mato Grosso defendeu que os Estados com taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) até 85%, destinem 5% das doses para os estados com taxa maior.
“Já os Estados com taxa de ocupação acima de 85%, param de contribuir e aqueles que estão com mais de 95% dos leitos de UTI ocupados, passam a receber mais doses”, pontuou Mauro Mendes.
Na reunião, os governadores também pediram auxílio do governo federal para a compra de medicamentos e equipamentos de UTI, assim como a ampliação do número de leitos de terapia intensiva.






