Integrante da oposição à gestão Emanuel Pinheiro, o vereador Dilemário Alencar (Pode) afirmou que o grupo buscará maneiras de mobilizar os demais vereadores da Câmara Municipal de Cuiabá por consideraram que o prefeito não reúne mais condições morais para continuar administrando a cidade. Para o parlamentar, a decisão judicial que determinou o afastamento do gestor do cargo por irregularidades na saúde da capital foi acertada.
Dilemário lembra que desde 2018, quando foi deflagrada a Operação Sangria, que revelou um esquema na pasta de saúde, sob o comando do secretário Huark Douglas - que chegou a ser preso pelo esquema - houve uma sucessão de escândalos na pasta durante a gestão de Emanuel Pinheiro (MDB).
"Desde 2018 quando implantamos a CPI da Saúde, que deu cabo a Operação Sangria, que asfastou o Huark Douglas, estamos batendo na tecla que a secretaria de saúde se tornou uma usina de corrupção. Vários escândalos e 7 secretários já foram afastados acusados de corrupção. Não tem condições morais de conntinuar administrando a cidade. É impossível que não saiba da conduta dos secretários. No mínimo ele prevaricou e precisa ser afastado. A justiça agiu de forma correta e agora vamos buscar mecanismos comm os demais vereadores", disse o parlamentar.
O prefeito Emanuel Pinheiro foi afastado do cargo na manhã desta terça-feira, depois que o desembargador Luis Ferreira deferiu pedido feito pelo Ministério Público Estadual. Investigação feita pelo órgão na pasta de saúde embasou a decisão judicial. O caso corre em segredo de Justiça. No entanto, em nota emitida pela prefeitura, o problema estaria na contratação de servidores para a saúde.
Conforme noticiou o site RDNEWS, a Operação Capistrum seria resultado de um acorde de não persecussão firmado entre o ex-secretário Huark Douglas e a 9ª Promotoria de Justiça. Segundo Huark, no período em que esteve secretário, foram contratadas pessoas de forma temporária, sem necessidade ou competância para o cargo. O "inchaço" na pasta foi uma maneira, conforme o ex-secretário, de o prefeito garantir apoio político na Câmara de Vereadores, uma vez que a maioria das indicações era de parlamentares municipais.
Além de Emanuel Pinheiro, também foram afastados do cargo o chefe de gabinete Antonio Monreal Neto - que também teve mandado de prisão cumprido nesta manhã -, a Secretária adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos, Ivone de Souza e cumpridos mandados de busca e apreensão e sequestro de bens contra o prefeito, a primeira-dama Márcia Pinheiro, Ivone e do Ex-Coordenador de Gestão de Pessoas Ricardo Aparecido Ribeiro.
Em nota, o prefeito de Cuiabá informou que recebeu a notificação judicial sobre investigação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso. Alegou surpresa em relação a decisão que gerou afastamento de suas funções em razão de apuração por contratação irregular de servidores da Saúde em Cuiabá.
"Amparado pela transparência, o gestor púbico posteriormente irá se manifestar à população e imprensa. Reitera que está à disposição das autoridades competentes e vai colaborar para o pronto esclarecimento dos fatos", diz trecho da nota.
Com o afastamento, assume a prefeitura de Cuiabá o vice-prefeito José Roberto Stopa (PV). A previsão é que assuma a condução da cidade ainda nesta terça-feira.





