De acordo com informações do jornalista Pedro Rafael Vilela, publicadas pela Agência Estado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (1º) que está aberto a conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi feita a jornalistas em Washington, quando questionado sobre a possibilidade de negociar diretamente a revisão das tarifas de 50% impostas sobre produtos brasileiros.
Diante da pergunta, o presidente norte-americano respondeu: "Ele pode falar comigo quando quiser. Vamos ver o que acontece, mas eu amo o povo do Brasil".
Ao ser novamente indagado sobre a elevada taxação aplicada ao Brasil, a maior entre os parceiros comerciais dos EUA, Trump complementou que "as pessoas que estão comandando o Brasil fizeram a coisa errada".
Esta foi a primeira manifestação pública do presidente norte-americano sobre o Brasil desde a assinatura da ordem executiva que estabeleceu as tarifas comerciais, na última quarta-feira (30).
Na mesma data, o governo dos Estados Unidos também anunciou uma sanção contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, relator dos processos que apuram a tentativa de golpe de Estado no Brasil e que têm o ex-presidente Jair Bolsonaro entre os réus.
Em resposta às medidas, o presidente Lula emitiu uma nota oficial na quarta-feira, na qual defendeu a democracia e a soberania do país.
Na noite desta sexta-feira (1º), horas após a fala de Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou as redes sociais para reafirmar que o Brasil segue aberto ao diálogo com os Estados Unidos. Ele destacou que a prioridade do governo é reduzir os impactos das medidas unilaterais.
"Sempre estivemos abertos ao diálogo. Quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições", escreveu Lula. Ele acrescentou: "Neste momento, estamos trabalhando para proteger a nossa economia, as empresas e nossos trabalhadores, e dar as respostas às medidas tarifárias do governo norte-americano".