O Carnaval de 2026 confirmou sua importância como motor econômico para o Brasil. Desde o início dos festejos de Momo, qua vão até a proxima terça, 17, a expectativa é a de que milhões de foliões ocupem as ruas de capitais e cidades do interior, impulsionando o faturamento de bares, restaurantes, hotéis e o setor de transportes. Segundo projeções da Fecomércio-MT, apenas em Mato Grosso a expectativa é de uma movimentação financeira em torno de R$ 259 milhões. A descentralização das festas, com eventos em Cuiabá, Chapada dos Guimarães e Santo Antônio do Leverger, contribuiu para distribuir o impacto econômico e atrair turistas regionais.
No cenário nacional, portais como G1 e UOL destacaram a volta triunfal dos megablocos em São Paulo e no Rio de Janeiro, com esquemas de segurança reforçados e uso de tecnologia de reconhecimento facial. O setor de turismo projeta que este seja um dos carnavais mais rentáveis da década, superando os níveis de ocupação hoteleira pré-pandemia. A profissionalização da festa, com a venda de abadás e camarotes, convive com o fortalecimento do carnaval de rua gratuito, que democratiza o acesso ao lazer e gera renda direta para milhares de trabalhadores informais.
Segurança e combate ao assédio sexual
Um dos eixos centrais da cobertura jornalística deste período carnavalesco tem sido a segurança das mulheres. A implementação de "pontos de acolhimento" e o reforço da Patrulha Maria da Penha, como noticiado pela Secom-MT, visam coibir casos de assédio e violência doméstica, que historicamente registram picos durante feriados prolongados. A campanha "Não é Não" ganhou força institucional, com delegacias móveis e equipes multidisciplinares preparadas para o atendimento imediato de ocorrências.
A integração entre as forças de segurança e as secretarias de cultura é citada como um fator determinante para o sucesso dos eventos. O monitoramento por câmeras e a presença ostensiva da Polícia Militar buscam garantir que a festa ocorra sem incidentes graves, preservando a ordem pública e a integridade dos foliões. Em Mato Grosso, a operação "Volume Legal" também fiscalizou o cumprimento de alvarás e limites de som, buscando equilibrar o lazer com o sossego público.
O Carnaval como fenômeno social e político
Além do impacto financeiro, o Carnaval continua sendo um espaço de manifestação social. Desfiles de escolas de samba e enredos de blocos trouxeram temas ligados à diversidade, preservação ambiental e críticas sociais, refletindo o momento político do país. A capacidade de organização de grandes eventos é vista por gestores públicos como uma vitrine para a eficiência administrativa, exigindo planejamento logístico em áreas como limpeza urbana, saúde e trânsito.
O balanço final das festividades, previsto para a quarta-feira de cinzas, deve consolidar os números de faturamento e os índices de segurança. Para o setor de serviços, o Carnaval representa o "pico" de demanda do primeiro trimestre, sendo essencial para a manutenção de empregos temporários e para a saúde financeira de pequenas empresas que dependem do fluxo turístico para equilibrar as contas do ano.





