O artista mato-grossense Clóvis Irigaray morreu aos 72 anos de idade, em Chapada dos Guimarães. Clovito, como era chamado, morreu enquanto dormia e a sua morte foi comunicada na manhã deste sábado (03.04).
Irigaray era uma das maiores referências em arte pós-moderna do Estado. Em 2013, ele foi nomeado Embaixador das Artes pela Academia Francesa de Artes, Letras e Cultura e também foi convidado para expor seu trabalho no Museu do Louvre, em Paris, um dos maiores e mais conceituados do mundo.
Nascido em 1949, na cidade de Alto Araguaia, a trajetória artística de Clóvis é rica e cheia de histórias. Já no ginásio, em sua cidade natal, obteve o prêmio em concurso de alunos, com “Retrato de Cristo” (1963). Mas foi em 1.968 que ele iniciou sua carreira artística profissional.
Em 1.974 começou a desenhar temas indígenas. O artista ganhou notoriedade mundial ao retratar a figura do índio como elemento de protesto.
Irigaray participou da Bienal de São Paulo, Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no "Panoramas das Artes de Mato Grosso" no Museu de Arte e Cultura Popular, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Em fevereiro deste ano, Irigaray foi anunciado como uma das 75 personalidades mato-grossenses homenageadas pelo edital da Lei Aldir Blanc na categoria "Conexão Mestres da Cultura - Marília Beatriz de Figueiredo Leite".
Velório
O velório de Clóvis Irigaray será reservado apenas para familiares. O enterro será às 9h, no Cemitério Lago da Piedade, em Chapada dos Guimarães, cidade onde o artista viveu seus últimos anos.






