Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reagiram com firmeza na tarde desta terça-feira à paralisação dos trabalhos legislativos promovida por um grupo de congressistas de direita. O movimento de obstrução é uma resposta direta à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em nota oficial, Alcolumbre, que também preside o Congresso Nacional, classificou a atitude dos manifestantes como uma afronta à democracia e ao funcionamento das instituições.
“A ocupação das mesas diretoras das Casas, que inviabiliza seu funcionamento, constitui exercício arbitrário das próprias razões, algo inusitado e alheio aos princípios democráticos”, declarou o senador no comunicado divulgado à imprensa.
Na Câmara dos Deputados, a resposta foi pragmática. Pelas redes sociais, Hugo Motta informou que estava acompanhando a situação em Brasília e decidiu pelo cancelamento da sessão plenária do dia. Além disso, convocou uma reunião de líderes para a manhã desta quarta-feira, a fim de negociar uma solução para o impasse. Segundo Motta, a pauta será "definida com base no diálogo e no respeito institucional".
A obstrução eleva a tensão política em Brasília e cria um impasse para a votação de projetos importantes. A expectativa agora se volta para a reunião de líderes e para as articulações de bastidores que buscarão restabelecer a normalidade dos trabalhos no Congresso.