NOTICIÁRIO Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026, 04:20 - A | A

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RESORT DA TOGA

Imprensa revela que fundo do Banco Master injetou milhões em negócio de Dias Toffoli e esposa

Da Redação

A crise institucional envolvendo o ministro Dias Toffoli e o Banco Master ganhou contornos de escândalo financeiro explícito. Reportagens publicadas pelos principais veículos de imprensa do país (Folha de S.Paulo, O Globo e Estadão) revelam que a ligação entre o magistrado e o banqueiro Daniel Vorcaro — dono da instituição liquidada por fraudes bilionárias — vai muito além de uma simples amizade ou coincidência processual. Há dinheiro envolvido. E muito.

Segundo as investigações jornalísticas, baseadas em documentos da Polícia Federal, um Fundo de Investimento (FIDC) administrado pelo Banco Master injetou valores milionários na compra de participação societária no Tayayá Aqua Resort, complexo turístico de luxo localizado em Ribeirão Claro (PR). O detalhe explosivo: parte do resort pertencia a Toffoli e sua esposa, a advogada Roberta Rangel.

A transação comercial, embora formalmente declarada, coloca o ministro no centro de um conflito de interesses insustentável. Enquanto recebia valores direta ou indiretamente do Banco Master pela venda de suas cotas no resort, Toffoli mantinha sob sua relatoria processos cruciais para a sobrevivência financeira e jurídica da instituição de Vorcaro.

A Folha de S.Paulo detalhou a cronologia suspeita. Documentos indicam que os repasses financeiros do fundo ligado ao Master coincidem com o período em que o banco buscava decisões favoráveis no Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal, ao quebrar o sigilo bancário de Vorcaro na Operação Compliance Zero, encontrou o rastro do dinheiro que conecta o "comprador" (banco interessado em decisões) ao "vendedor" (juiz da causa).

O Estadão aponta que os valores da negociação superam a casa de R$ 1 milhão, levantando suspeitas sobre se o preço pago pelas cotas do resort estava de acordo com o mercado ou se serviu como mecanismo para transferir recursos de forma lícita (lavagem de dinheiro) para o patrimônio do ministro.

Pressionado, Toffoli não negou a existência do negócio imobiliário, mas sua defesa argumenta que a transação foi legal, transparente e devidamente declarada no Imposto de Renda. Para o ministro, vender um imóvel para um fundo gerido por uma parte processual não gera impedimento automático.

No entanto, a Polícia Federal discorda veementemente. Para os delegados, a relação comercial compromete a imparcialidade do magistrado, transformando o gabinete do STF em uma extensão dos interesses privados do banqueiro. O pedido de suspeição feito pela PF a Edson Fachin baseia-se justamente nessa "promiscuidade" entre o CPF do juiz e o CNPJ do réu.

 



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