A vereadora Maysa Leão (Republicanos) afirmou que o prefeito Abilio Brunini distorce informações e produziu uma “trucagem” ao associar sua imagem e a da presidente da OSC Lírios a suposta captação de recursos e viagens, e disse que ele “vai responder judicialmente” pelo conteúdo. Segundo a parlamentar, o prefeito recorre a “factoides” sempre que ela cobra temas como planos diretores e arborização urbana. (Com informações de Antero Paes de Barros e Michely Figueiredo — Rádio Cultura)
Maysa sustentou que a Lírios — que ela frisa não ser “instituto”, mas uma Organização da Sociedade Civil — atua há 12 anos e já atendeu mais de 30 mil crianças e mulheres vítimas de violência. Disse que a entidade é referenciada por órgãos como delegacias e pelo sistema de Justiça e negou que haja uso político de recursos.
“Não tem emenda”, diz vereadora; recurso seria de chamamento público nacional
Sobre o valor citado pelo prefeito, Maysa afirmou que não se trata de emenda e que o montante decorre de chamamento público nacional do Ministério da Agricultura (Mapa), no qual a OSC teria sido classificada em 9º lugar. Ela declarou que não houve interferência do ministro Carlos Fávaro e que o contrato foi assinado em torno de R$ 4 milhões, mas que a execução estaria abaixo de R$ 500 mil, porque o projeto segue em andamento e atende 33 cidades, com prestação de contas em plataforma do governo federal.
A vereadora também afirmou que a OSC nunca recebeu emenda parlamentar, e que o que existe é um termo de fomento com a Prefeitura de Várzea Grande, voltado ao custeio direto de profissionais que realizam atendimento psicossocial. Para despesas operacionais, ela citou arrecadações e eventos organizados por voluntários.
Maysa contextualizou ainda sua relação com Muriel Torres, hoje presidente da OSC: disse que Muriel foi coordenadora de sua campanha em 2022, mas que, à época, não integrava a diretoria; e que, já na condição de presidente, não atuou na campanha de 2024.
CPI do assédio e Educação entram na pauta; vereadora critica “comissão especial” e relata colapso
Na entrevista, Maysa afirmou que o episódio com seu nome teria servido como cortina de fumaça no momento em que a Câmara discutia a abertura de CPI para apurar denúncias de assédio envolvendo servidor da Prefeitura. Ela criticou a opção por uma comissão especial e disse ter sido surpreendida pelo texto “na hora da votação”, defendendo que a apuração seja efetiva.
A vereadora também relatou agravamento na Educação municipal, com denúncias de déficit de CADs (profissionais de apoio), falhas em seleções e contratações emergenciais. Citou, ainda, queixas recebidas de pais sobre falta de merenda, redução de professores em creches, possível problema no transporte escolar na zona rural e início do ano letivo com questões estruturais em unidades. Ao final, disse que vai intensificar fiscalizações e cobrou respostas da gestão.





